O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a associar a reforma tributária, ainda em discussão no Congresso, ao comunismo, em publicação no Twitter hoje.

O que ele disse:

Bolsonaro citou a fala do presidente Lula (PT), feita no mês passado, em que o petista diz ter orgulho de ser chamado de “comunista“.

Na publicação, o ex-presidente escreve supostas consequências que o atual texto da reforma tributária poderia causar e diz que as “portas do comunismo” seriam abertas.

“Inflação, desemprego e desabastecimento desajustariam a economia, abrindo-se as portas para o sonhado comunismo”, escreveu.

No último dia 6, Bolsonaro já havia associado a reforma tributária ao comunismo, quando orientou sua base na Câmara dos Deputados a votar contra o texto. Porém, a proposta foi aprovada com folga na Casa, inclusive com 18 votos do PL.

Guedes falou com Bolsonaro que tecnicamente boa parte dela era defendida no governo.

O ex-ministro da Economia Paulo Guedes não quer mais saber de política. Em conversas com antigos auxiliares e amigos, o posto-Ipiranga de Jair Bolsonaro (PL) tem avisado que tem um “senso de dever cumprido” na vida pública.

Desde que deixou Brasília, pouco antes do fim do ano passado, Guedes voltou a morar em seu apartamento no Leblon e tenta adotar uma rotina longe dos holofotes. Escolhe mesas mais reservadas nos restaurantes tradicionais da cidade e muitas vezes trabalha de casa.

Nos seis meses que cumpriu a quarentena, Guedes falou apenas duas vezes com Bolsonaro. Uma pessoalmente, num encontro que contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na sede do governo paulista.

Foi uma coincidência. O ex-ministro estava em São Paulo e Bolsonaro também. Guilherme Afif Domingos (PSD), que é muito amigo de Guedes e desde a campanha apoia Tarcísio, ajudou a reunião a acontecer. O clima foi bem cordial, mas sem muita conversa.

A outra vez que Guedes conversou com Bolsonaro, segundo assessores do próprio ex-presidente, foi na véspera da votação da reforma tributária.

Bolsonaro ficou contra a proposta, chegou a enfrentar Tarcísio publicamente, mas acabou derrotado. Na ligação, Guedes explicou tecnicamente a proposta e lembrou que boa parte dela era defendida no governo.

A amigos Guedes diz ter respeito por Bolsonaro, mas admite que nunca fez parte do núcleo de amizade do ex-presidente. Não andava de moto, por exemplo, e evitava palanques.

Votação no Senado

Após a aprovação da reforma tributária na Câmara, no dia 6 deste mês, a proposta ainda será analisada no Senado.

A previsão é de que o relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) seja apresentado em outubro para votação no Senado.

O senador já sinalizou que pretende fazer alterações no texto aprovado na Câmara, o que fará com que a proposta tenha de voltar para os deputados.


Avatar

administrator