O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não recebeu autorização médica para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de quatro semanas após ter sido submetido a uma cirurgia na região. Informações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que ele continua apresentando limitações importantes de mobilidade.

De acordo com relatório assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino, Bolsonaro apresenta restrição significativa dos movimentos do ombro direito, além de rigidez articular e limitações relacionadas à área da cicatriz cirúrgica.

Os profissionais informaram que o ex-presidente esteve consciente, orientado e colaborativo durante os procedimentos de avaliação. No entanto, o quadro clínico ainda exige cautela. Por enquanto, foi autorizada apenas uma sessão semanal de fisioterapia, com foco exclusivo em mobilizações passivas da articulação.

Em documento separado enviado ao STF, o cardiologista Brasil Ramos Caiado relatou que Bolsonaro não apresentou queixas relevantes de dor no ombro durante o período analisado. O médico destacou, porém, episódios de queimação epigástrica associados ao refluxo gastroesofágico.

Segundo o relatório, o ex-presidente também continua enfrentando crises recorrentes de soluços, situação que levou à manutenção de medicações específicas em doses elevadas e à adoção de uma dieta com baixo teor de acidez para minimizar os sintomas.

Apesar das limitações físicas, Bolsonaro iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos. Os médicos informaram ainda que a pressão arterial permanece controlada. Contudo, ele continua apresentando instabilidade crônica do equilíbrio corporal, o que motivou a adoção de medidas preventivas para reduzir o risco de quedas.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária desde o fim de março, após desenvolver um quadro de broncopneumonia bacteriana. Antes disso, estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União

Foto: Ton Molina/STF


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