A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorização para que ele receba a visita do ministro do Tribunal de Contas da União, Jorge Oliveira. Bolsonaro encontra-se preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como “Papudinha”, localizada ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde passou a cumprir pena por determinação do STF.

Jorge Oliveira integrou o primeiro escalão do governo Bolsonaro ao ocupar o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência no início do mandato. Posteriormente, foi indicado pelo então presidente para uma vaga no Tribunal de Contas da União. Durante o período em que Bolsonaro esteve em prisão domiciliar, o ministro do TCU realizou outras visitas, todas previamente autorizadas pelo Judiciário. Atualmente, Oliveira é relator de um processo sigiloso no TCU que trata da aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília, operação realizada no ano passado.

Condenado a vinte e sete anos e três meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro depende de autorização judicial para qualquer visita. Na semana passada, Moraes determinou sua transferência para a Papudinha. Antes disso, o ex-presidente estava detido em uma sala de Estado-Maior nas dependências da Polícia Federal, também em Brasília.

Nesta semana, o ministro do STF havia autorizado a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao ex-presidente. O encontro, no entanto, acabou não sendo realizado. Em comunicado divulgado na terça-feira, a justificativa apresentada foi o cumprimento de compromissos previamente agendados no estado paulista, com a indicação de que uma nova data deverá ser solicitada.

Apesar da explicação oficial, aliados avaliam que o adiamento ocorreu em meio a pressões políticas sobre Tarcísio. O governador é visto por setores da direita como um nome competitivo para disputar a Presidência, mas passou a ser cobrado após Bolsonaro sinalizar apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro para a sucessão presidencial, cenário que aumentou as tensões internas no campo conservador.

Foto: Flickr/PR


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