Segundo Fakhruddin Amerian, presidente da câmara conjunta do Irã e do Brasil, um banco brasileiro “está pronto para ajudar” iranianos que desejam investir na agricultura do Brasil.

De acordo com Amerian, o banco brasileiro, cujo nome não foi tornado público, declarou estar disposto a contribuir com 80% dos fundos, com o investidor iraniano contribuindo com os 20% restantes.

As informações foram confirmadas pela agência de notícias iraniana Tasnim, que enfatiza que as autoridades do país oriental estão procurando maneiras de garantir a segurança alimentar iraniana. Por isso o Brasil tem recebido atenção.

O Irã tem solo fértil em algumas áreas, mas há problemas, como falta de rotação de culturas e erosão rápida do solo.

“Para que as comunidades prosperem de forma sustentável e combatam a pobreza, a segurança alimentar é vista como uma das principais preocupações dos nossos dias”, diz a publicação.

O Irã quer usar os recursos, as capacidades e as instalações de outras nações para produzir produtos agrícolas essenciais para manter e aumentar a sua segurança alimentar. Um dos objetivos de longo prazo do Irã é ser autossuficiente em produtos agrícolas estratégicos, incluindo trigo, sementes oleaginosas e ração animal, o que requer recursos hídricos adequados.

Nas últimas duas décadas, o Brasil se consolidou como concorrente direto dos Estados Unidos no mercado global de safras. Com interesse nos extensos campos, baixos preços de terras agrícolas e abundância de luz solar e recursos naturais do Brasil, muitos agricultores e fabricantes agrícolas expandiram suas operações para o país para aproveitar o rápido crescimento da indústria.

O sul do Brasil é adequado para o cultivo de trigo e arroz, diz o portal iraniano. Segundo iranianos 1 milhão de hectares de terra, que eles podem até comprar se quiserem.

O Irã está atualmente importando insumos pecuários, soja, milho, farelo de soja, açúcar, carne e concentrados de frutas do Brasil. Amerian disse que medidas preliminares estão sendo tomadas para se importar algodão do país.

Amerian acrescentou que o ministro da Agricultura brasileiro manifestou o desejo de comprar frutas e açafrão iranianos durante sua visita ao Irã. De acordo com o acordo feito pelas duas partes, o Irã começará em breve a exportar frutas, incluindo tâmaras e passas, para o Brasil.

Amerian mencionou os efeitos das sanções, afirmando que ainda há problemas bancários com o Brasil para coisas compradas à vista. O chefe da câmara conjunta do Irã e do Brasil descreveu o país sul-americano como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, dizendo que os brasileiros fornecem alimentos a um oitavo da população mundial.

Nossas importações do Brasil são significativas e uma parte significativa de nossas necessidades em termos de milho e soja é suprida pelo Brasil, mas é apropriado que aumentemos nossas exportações para metade de nossas importações do país”, acrescentou.

O setor privado do Irã, disse, está impulsionando os planos de investimento no Brasil, mas o governo também deve se envolver para desenvolver negócios. Em contrapartida, o Brasil precisa dos produtos petroquímicos do Irã e de 3 milhões de toneladas de sua ureia.

Antes do início da troca de ureia com o Brasil, as exportações do Irã para o país eram inferiores a US$ 100 milhões (R$ 528,8 milhões), mas, após a troca, aumentaram para cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,93 bilhões), acrescentou.

Fonte: Folhapress


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