Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos voltarão a discutir as tarifas aplicadas a produtos brasileiros durante o encontro do G20, marcado para os dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Milwaukee, nos Estados Unidos.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (14) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa. Segundo ele, a equipe brasileira terá uma reunião com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Após participar de um evento no Palácio do Planalto, Rosa afirmou que os dois governos estavam trocando documentos e organizando o encontro. O ministro não apresentou detalhes sobre a pauta nem antecipou as propostas que deverão ser levadas pela delegação brasileira.
Em julho, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos impôs uma sobretaxa de 25% sobre produtos importados do Brasil. A medida atingiu exportações de ferro, aço, roupas, calçados, açúcar, etanol, medicamentos, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos não destinados à aviação e outros produtos manufaturados.
O governo norte-americano justificou a cobrança adicional afirmando que práticas brasileiras seriam inadequadas e prejudicariam agricultores, trabalhadores, empresas inovadoras e exportadores dos Estados Unidos.
Posteriormente, uma sobretaxa adicional de 12,5% foi aplicada a outros produtos brasileiros. Washington alegou que o Brasil não possui mecanismos suficientemente eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Rosa e Greer realizaram uma reunião virtual em 31 de agosto para iniciar uma nova etapa das negociações. A retomada das tratativas havia sido acertada durante uma conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, em 21 de agosto.
Segundo o Palácio do Planalto, o telefonema durou uma hora e 20 minutos e ocorreu de maneira cordial. A conversa abriu um canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas. O encontro no G20 deverá dar continuidade às negociações, embora ainda não exista anúncio sobre eventual redução ou retirada das cobranças.
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