O Brasil registrou um recorde na abertura de pequenos negócios no primeiro trimestre de 2024, com mais de 1,4 milhão de novos Cadastros Nacionais da Pessoa Jurídica (CNPJs). Os microempreendedores individuais (MEIs) representaram 78% desse total, consolidando-se como a principal força motriz do empreendedorismo no país.
Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e revelam um aumento de 35% no número de MEIs em relação ao mesmo período de 2023. As micro e pequenas empresas também cresceram, com alta de 28% na comparação anual.
A pesquisa aponta que esse avanço está ligado a políticas públicas de incentivo, como a ampliação do acesso ao crédito, a simplificação tributária e o estímulo à inovação para pequenos negócios. Em março, o setor de serviços liderou os registros, concentrando 63,7% das novas empresas, seguido pelo comércio e pela indústria de transformação.
Regionalmente, o Sudeste, o Sul e o Nordeste foram as áreas com maior número de negócios abertos, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro na liderança entre os estados.
O estudo indica que o país conta atualmente com 47 milhões de brasileiros à frente de algum negócio, formal ou informal. Um dos fatores que explica esse crescimento é o aumento da Taxa de Empreendedores Estabelecidos — aqueles com mais de três anos de operação — que subiu de 8,7% em 2020 para 13,2% em 2023.
Com esse desempenho, o Brasil subiu da oitava para a sexta posição no ranking global de empreendedorismo estabelecido, ultrapassando países como Reino Unido, Itália e Estados Unidos.
Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

