Após cumprir agendas nos bairros Alto Vera Cruz e Taquaril, Bruno Engler (PL) realizou, na tarde desta quarta-feira (2), uma caminhada na Avenida Waldomiro Lobo, no bairro Guarani, região Norte de Belo Horizonte. Antes de iniciar o contato direto com moradores e comerciantes, o candidato à Prefeitura foi questionado pela imprensa sobre os contratos de transporte coletivo.

“Vamos revisar esses contratos e, de fato, abrir a caixa-preta da BHTrans, o que Kalil prometeu, mas não fez”, declarou Engler. “O atual prefeito também não tomou nenhuma atitude, pois está ligado aos interesses das empresas de ônibus. Se encontrarmos irregularidades, não hesitaremos em suspender o contrato. Este contrato é um legado da administração do PT, firmado no fim da gestão de Fernando Pimentel, em 2008. O novo contrato, válido a partir de 2028, será desenhado pelo próximo prefeito. Por isso, é arriscado manter no cargo alguém que é financiado por empresários de ônibus. Nossa chapa não deve favores a ninguém e vai trabalhar para garantir o menor preço possível e a melhor qualidade de serviço para a população.”

Engler também apresentou suas propostas para o ensino público municipal. “O orçamento de Belo Horizonte é de quase R$ 20 bilhões, ou seja, não é por falta de dinheiro que não há uma política de valorizar o trabalho do professor, que deve ter uma remuneração digna. Se cortarmos o desperdício e fecharmos o ralo da corrupção, haverá recursos suficientes para priorizar áreas essenciais como saúde, educação, segurança e mobilidade. Precisamos auditar os contratos da prefeitura para entender como o dinheiro do cidadão está sendo usado.”

Sobre as escolas cívico-militares, o candidato propôs criar um modelo-piloto que combine o currículo previsto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, mas com ênfase na disciplina e hierarquia valorizada pelo comando militar. “Esse modelo já existe, e com sucesso, no sistema de ensino do Estado de Minas Gerais, e queremos ampliá-lo para a rede municipal. Não é uma questão ideológica, mas sim a continuidade de um projeto que já deu certo.”

Na área de segurança pública, Engler defendeu o uso de tecnologia, como câmeras de identificação, para auxiliar o trabalho da Guarda Municipal, que poderá monitorar de maneira mais eficiente as áreas de maior risco em Belo Horizonte. Ele destacou, também, a importância da integração entre a GM e a Polícia Militar do Estado.

“Junto com nossa vice, Coronel Cláudia, que comandou a PM mineira em 2013 e 2014, vamos criar patrulhas específicas, como a ronda móvel, a patrulha Maria da Penha para prevenção à violência contra a mulher, a patrulha escolar para garantir a segurança dos alunos, e a patrulha do SUS para proteger o sistema de saúde. Também vamos aumentar o efetivo da Guarda Municipal, que hoje tem menos de 2,5 mil agentes, para 4 mil”, concluiu o candidato.

Foto: Lucas Mendes


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