Durante a 173ª Sessão Deliberativa Ordinária no Senado Federal, realizada em 4 de dezembro de 2024, o senador Carlos Viana (PODEMOS-MG) fez um pronunciamento pela ordem, abordando o Requerimento nº 857/2024, que solicita urgência para a votação do Projeto de Lei nº 2234/2022. O parlamentar enfatizou a necessidade de uma análise mais detalhada do tema e criticou o impacto social de decisões precipitadas.

Carlos Viana iniciou destacando seu apoio à decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, de realizar uma votação nominal do requerimento de urgência. Segundo o senador, essa medida permitirá que a população acompanhe de forma transparente a posição de cada parlamentar. No entanto, Viana defendeu que o projeto seja encaminhado para discussão nas Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Constituição e Justiça (CCJ), a fim de garantir um debate aprofundado antes de qualquer deliberação final.

O parlamentar usou como exemplo os impactos negativos causados pela aprovação de regulamentações relacionadas às bets, há cerca de um ano. Segundo Viana, essa decisão resultou em prejuízos significativos para a economia familiar e para a saúde pública no Brasil. “Apostas não fazem parte da economia, apostas drenam o orçamento das pessoas”, afirmou.

Ele destacou que a arrecadação gerada por jogos de azar não compensa os danos causados, como o aumento do endividamento, problemas de saúde mental e impactos sociais nas famílias brasileiras. Para Viana, priorizar a votação de projetos sobre cassinos e jogos de azar é repetir erros que já mostraram ser prejudiciais.

Em seu discurso, Carlos Viana pediu aos colegas senadores que rejeitem o requerimento de urgência e priorizem temas de maior relevância para o país. “Há coisas muito mais urgentes no Brasil hoje para nós decidirmos do que a aprovação de cassinos e jogos de azar”, enfatizou o parlamentar, reforçando a necessidade de avaliar com cuidado os impactos sociais dessas medidas antes de avançar com a votação.

Foto: Jonas Pereira/Agência Senado


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