Milhares de estudantes e professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) ocuparam as ruas do centro de Belo Horizonte, na noite da última quinta-feira, em protesto contra o corte de R$ 32 milhões promovido pelo Ministério da Educação (MEC) no orçamento da instituição. Os manifestantes chegaram a ocupar a Praça Sete por cerca de duas horas, causando retenção no trânsito.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes-MG) detalha que o ato faz parte da greve dos servidores técnico-administrativos da UFMG e do Cefet. Por isso, além de se manifestarem contra o corte do orçamento, eles também cobram a recomposição salarial. “São seis anos sem aumento e quase 40% de perdas inflacionárias”, reclama a entidade que representa os trabalhadores.

Após o anúncio dos cortes em diversas universidades do país, a reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, e o vice-reitor, Alessandro Fernandes Moreira, chegaram a divulgar uma nota em que afirmam que o corte deverá “comprometer o funcionamento e manutenção” da universidade.

“Um severo golpe que foi recebido com estarrecimento por dirigentes e comunidades acadêmicas. O corte corresponde a uma redução de R$ 32 milhões, que, se mantido, comprometerá o funcionamento e a manutenção da universidade, com forte impacto nas ações de ensino, pesquisa e extensão, além da assistência estudantil, inviabilizando o apoio a estudantes mais necessitados”, diz trecho da nota dos profissionais da universidade.

Por outro lado, o MEC alega que a ação ocorre para que o teto de gastos seja cumprido. A reportagem voltou a procurar o ministério na noite desta quinta, mas, até o momento, ele não se posicionou sobre a manifestação de professores e estudantes na capital mineira.