Chegou a hora. O maior desafio do Cruzeiro na temporada bate à porta. Pelo terceiro ano consecutivo, o time vai disputar a Série B. Mas as expectativas em 2022 são altas e incluem a estabilidade trazida por Ronaldo, o sócio majoritário da SAF celeste. É uma nova era. Algo tangível.

A primeira amostragem agradou. Final do Mineiro na conta. Um time ofensivo, intenso, que não se entrega. A batuta uruguaia de Paulo Pezzolano. Todos os caminhos agora convergem para um único momento, aquele que o torcedor tanto ansiava.

Na noite desta sexta-feira (8), o Cruzeiro entra em campo para encarar o Bahia, na Fonte Nova. Um desafio difícil logo de cara. Mas que mostra o tipo de competição que o time terá pelo acesso. Iniciar com o pé direito é o alvo. Um cartão de visitas para um time que quer estabelecer a sua marca.

“A gente sabe que é um campeonato muito mais equilibrado, nivelado. O Cruzeiro, por si só, nos últimos dois anos não fez boas campanhas, mas com o trabalho que vem sendo realizado aqui desde janeiro, eu tenho certeza que ventos melhores virão para o clube neste ano. Vamos conseguir fazer bons jogos, conquistar pontos importantes e, se Deus quiser, recolocar o Cruzeiro na Série A porque desde o início a gente deixou bem claro que era o nosso principal objetivo”, declarou uma das principais peças deste Cruzeiro para a Série B, o artilheiro Edu.

“Na sexta-feira a gente começa nossa principal caminhada no ano. Não abrimos mão de nenhuma outra competição. A gente brigou até o último minuto no Campeonato Mineiro, e agora vamos continuar nossa caminhada na Copa do Brasil e na Série B. A gente tem tudo para fazer dois campeonatos maravilhosos e continuar trabalhando, muito focado, muito unido, da mesma forma que a gente começou, para podermos buscar nossos objetivos”, acrescentou o atacante celeste.

O termo foi dito por Edu: ‘ventos melhores virão’. Na boa terra, onde todos os santos se reúnem, paixão e fé não podem faltar. O Cruzeiro tem uma missão clara pela frente. Terminar entre os quatro melhores. E terá que espantar seus próprios fantasmas em uma competição traiçoeira e que exige, às vezes, muito mais do que técnica.

Do esquentar ao esfriar, do apertar ao afrouxar. Do sossego à inquietação. Todos os sentimentos que um jogo de futebol pode trazer e que se aproximam ao sábio dizer de Guimarães Rosa. No fundo, o que a Série B requer mesmo é coragem. E Edu a promete ao torcedor.

“O que eu posso prometer a eles é que a gente não vai se entregar nunca, seja qual for o jogo, seja qual for o adversário. A gente vai entrar ali sempre para fazer o melhor, sempre para batalhar e sempre para defender com unhas e dentes a camisa do Cruzeiro. Quem acompanhou no Mineiro e na Copa do Brasil, independemente das adversidades de campo, de viagem, gramado, sempre viu um time batalhador, aguerrido, que não se entregou em nenhum momento nos jogos e a gente vai continuar assim”, garantiu o centroavante, autor de 10 gols em 12 jogos nesta temporada.