A deputada que preside a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, Beatriz Cerqueira, avalia que, ao vetar parcialmente o projeto da revisão geral dos salários dos servidores, o governado Romeu Zema adota uma posição meramente política e desprovida de fundamento técnico ou financeiro.
“Eu acompanho a execução do orçamento do Estado e sei que, no caso da educação, existem recursos vinculados para custear todos os reajustes pendentes do Piso Salarial Profissional Nacional. Basta lembrar que o governo de Minas encerrou 2021 com mais de R$ 3 bilhões em caixa só de recursos do FUNDEB e outros R$ 3 bilhões do Salário Educação. Portanto, o governo do Estado já tinha o dinheiro para custear todo o reajuste de 33% que votamos para o pessoal da educação, desde o final de 2021,” destaca.
Para a deputada, “quem está em crise não abre mão de R$ 10 bilhões em receitas por ano, que é o que o governo entrega com as renúncias de receitas no Estado”. O governador, destaca, “ tem plena condição de cumprir todos os compromissos assumidos e votados pela Assembleia”. Considerando que o veto de Romeu Zema é uma intransigência, “meu posicionamento será pela derrubada governador,” explica a parlamentar.
A deputada estadual avalia o veto como fora de propósito e fora da realidade. “Regimentalmente, existem alguns passos e procedimentos que precisam ser tomados aqui ao longo da semana em relação aos vetos. A minha expectativa é que os vetos sejam apreciados rapidamente, de modo que a gente devolva às categorias a reconhecida valorização feita pela Assembleia”, avalia.


