O desmatamento na Amazônia e no Cerrado apresentou queda de cerca de 11% em relação ao período anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O balanço, que abrange o período de agosto de 2023 a julho de 2024, consolida o terceiro ano consecutivo de redução na Amazônia e o segundo no Cerrado.
Na Amazônia Legal, a área desmatada totalizou 5.796 km², uma redução de 11,08%. Apesar da melhora, Pará, Mato Grosso e Amazonas responderam juntos por 80% do desmatamento. Tocantins registrou a maior queda proporcional, com 62%, seguido por Amapá (42%), Roraima (37%) e Rondônia (33%). O Acre reduziu 27%, o Maranhão 26% e o Amazonas 16,93%.
O coordenador do Programa BiomasBR do Inpe, Cláudio Almeida, alertou para um novo desafio: “Embora haja queda no desmatamento, cresce a degradação florestal causada por incêndios de grandes proporções”. O Mato Grosso, em especial, registrou aumento de 25,05% no desmatamento.
No Cerrado, a taxa foi de 7.235 km², queda de 11,49% em relação ao período anterior. A região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) concentrou 78% da área desmatada, impulsionada pela expansão agropecuária.
A ministra Marina Silva afirmou que a redução é “prova do compromisso do governo com a meta de desmatamento zero até 2030”. Já a ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, destacou que o monitoramento de precisão do Inpe “é essencial para subsidiar políticas ambientais e fortalecer ações preventivas”.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

