Durante um encontro com os povos originários em Belo Horizonte, a candidata à prefeitura pelo PDT, Duda Salabert, apresentou suas propostas voltadas à valorização e inclusão dos indígenas na capital mineira. Duda destacou que há aproximadamente 6 mil indígenas vivendo em Belo Horizonte, ressaltando a necessidade de combater o apagamento cultural e o preconceito que essas comunidades enfrentam no contexto urbano.

Uma de suas principais propostas é a promoção de uma educação antirracista nas escolas da cidade. Segundo Duda, é essencial que a educação em Belo Horizonte respeite e valorize a diversidade étnica e cultural que moldou a capital. Ela criticou o fato de que, embora existam nomes de ruas e avenidas que fazem referência a aldeias e povos indígenas, a realidade desses povos muitas vezes é negligenciada. “Não podemos tratar como natural a invisibilização dos indígenas que vivem em contexto urbano”, afirmou.

Duda também destacou suas realizações como vereadora, incluindo a criação da Semana dos Povos Indígenas e a organização da primeira feira indígena e imigrante de Belo Horizonte, ações que visam dar visibilidade e espaço para essas comunidades. Como prefeita, ela se compromete a continuar reforçando a educação antirracista e expandir as políticas de assistência social para os indígenas da cidade, especialmente aqueles que chegaram a Belo Horizonte após serem vítimas de desastres, como os rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho.

Outro ponto importante de sua proposta é ampliar as oportunidades econômicas para os indígenas, por meio de feiras de artesanato e pontos de cultura, onde eles possam expor e comercializar seus produtos. Duda enfatizou que a cidade deve ser verdadeiramente diversa, não apenas nos nomes das ruas, mas também na inclusão efetiva dos povos indígenas em suas dinâmicas econômicas e sociais.

Em relação ao papel do Executivo Municipal, Duda rejeitou a ideia de que o diálogo com os povos indígenas seja exclusivo do governo federal, por meio da FUNAI. Ela argumentou que os povos indígenas que vivem em Belo Horizonte dependem diretamente de serviços municipais, como educação, saúde e moradia, o que torna essencial que o poder local construa políticas específicas de acolhimento e inclusão para essas comunidades.

Duda defendeu uma cidade mais plural e inclusiva, com políticas públicas que atendam às necessidades específicas dos indígenas e outros povos tradicionais. Para ela, Belo Horizonte deve ser marcada pela diversidade que a formou, com um diálogo constante entre o governo e essas comunidades.

Além das questões indígenas, Duda também abordou a acessibilidade na cidade, afirmando que seu objetivo é transformar Belo Horizonte em uma cidade inclusiva para todos. Ela defende que a capital seja adaptada para crianças, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e pessoas com deficiência, rompendo com a lógica “carrocrata” que, segundo ela, prioriza o transporte individual sobre as necessidades das pessoas que circulam a pé.

Assim, Duda Salabert coloca como prioridade a criação de políticas públicas inclusivas, que respeitem e deem visibilidade às comunidades indígenas e que tornem Belo Horizonte uma cidade mais acessível e acolhedora para todos os seus habitantes.

Foto: Cadu Passos


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