O Supremo Tribunal Federal marcou para esta terça-feira, às 14h, o interrogatório por videoconferência do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O depoimento integra a fase de instrução da ação penal em que ele é réu por coação do Judiciário, relacionada ao período anterior ao julgamento da tentativa de golpe de Estado.

Nesta etapa do processo, defesa e acusação apresentam provas, indicam testemunhas e buscam sustentar suas versões dos fatos. O interrogatório do réu é considerado um ato de defesa, e sua presença não é obrigatória, não havendo penalidade em caso de ausência.

Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado particular e está sendo representado pela Defensoria Pública da União. A atuação da defesa ocorre em meio às acusações formuladas pela Procuradoria-Geral da República, que apontam tentativa de interferência institucional em benefício do ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com a denúncia, o ex-parlamentar teria atuado para pressionar autoridades e articular medidas no exterior contra o Brasil, incluindo iniciativas que poderiam resultar em sanções e restrições econômicas ao país. As ações estariam relacionadas ao contexto político e institucional que antecedeu o julgamento da trama golpista.

Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato após acumular faltas nas sessões da Câmara dos Deputados. Como não foi localizado para notificação pessoal, ele foi citado por edital, sendo formalmente informado sobre o andamento do processo por meio de publicação oficial.

O interrogatório marca mais uma etapa no avanço da ação penal em tramitação no Supremo.

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados


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