Termina hoje, quarta-feira (8/6) o prazo de adesão para reservar ações da Eletrobras utilizando o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A venda dessas ações é uma iniciativa do governo federal para privatizar a companhia de energia.

Para isso, o Executivo optou por colocar mais ações da Eletrobras à venda na Bolsa de Valores de São Paulo, para, consequentemente, deixar de ser o acionista majoritária da empresa.

As ações da Eletrobras estão disponíveis para qualquer investidor e pessoa física. Para obter a ação por meio do FGTS, o interessado deve ter recursos no fundo de garantia e a compra será feita pelos chamados “fundos mútuos de privatização”, que já foram utilizados pelo governo na venda de papéis de outras estatais, como a Vale em 2002 e a Petrobras, em 2000 e 2010.

O investimento mínimo permitido para essa modalidade será de R$ 200, e o máximo, o equivalente a 50% de todo o saldo disponível na conta vinculada fundo. Atualmente, o valor de uma ação da Eletrobras custa em torno de R$ 41.

Para resgatar o valor investido, o trabalhador deverá esperar pelo menos um ano. Logo após esse prazo, será possível resgatar a qualquer momento e os recursos retornarão para a conta do FGTS cinco dias após a solicitação.

O analista de energia, Vicente Koki, avalia que o setor de energia tem boas perspectivas para este ano, com o aumento das chuvas e do nível dos reservatórios. Por isso, a compra da ação da Eletrobras pode ser um bom negócio para quem deseja obter maior lucro, em comparação com a rentabilidade do FGTS, de 3% ao ano, mais a TR (Taxa referencial), que varia diariamente.

“O setor de energia elétrica e as empresas têm boas perspectivas para este ano e para o ano que vem, em termos de geração de lucros. É um setor que passou por um recente aperto, que foi a falta de chuvas no ano passado, mas, para este ano está tudo bem, os reservatórios já encheram, pelo menos do Sudeste, que é a principal região com reservatórios no Brasil”, avalia.