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A escolha do novo ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) pode ficar apenas para fevereiro de 2023, quando será eleito o novo presidente da Câmara dos Deputados.

A proposta é defendida pelos candidatos à vaga que temem que, entre as eleições e o fim da legislatura, todos aqueles que não se reelegerem decidam disputar. Sem mandatos, não teriam nada a perder em tentar a vaga na corte de contas, que é vitalícia.

Caso isso ocorra, poderia haver um congestionamento de candidaturas, e os votos seriam pulverizados, dificultando a costura de acordos.

Colocaram-se no páreo os deputados Hugo Leal (PSD-RJ), Jhonatan de Jesus (Republicanos-RR), Soraya Santos (PL-RJ) e Fábio Ramalho (MDB-MG).

A ministra Ana Arraes aposentou-se compulsoriamente em 22 de julho, por ter completado 75 anos. Em vez de realizar logo a eleição do substituto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) optou por postergar porque, dessa maneira, pode incluir as negociações dessa escolha nas demais que fará para tentar se reeleger. A previsão inicial era de levar a decisão a voto logo após as eleições.

Caso a proposta vingue, somente os deputados reeleitos ou recém-eleitos poderiam concorrer. Levando em consideração a eleição da Mesa Diretora, que tem seis postos titulares, quatro suplências e ocorre junto com a da presidência da Casa, a corrida para o TCU poderia até afunilar.


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