Os Estados Unidos estabeleceram um prazo de 30 dias para que Israel permita a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, ameaçando suspender o fornecimento de armas caso o bloqueio continue. A decisão foi formalizada em uma carta assinada pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e pelo chefe do Pentágono, Lloyd Austin, enviada ao ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, e ao chanceler Ron Dermer.
A carta foi motivada pela crescente preocupação com a crise humanitária em Gaza, que se agravou devido às restrições israelenses ao envio de ajuda internacional. O porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, confirmou a existência da correspondência, mencionando que o nível de assistência em Gaza está no ponto mais baixo desde os ataques do Hamas, em 7 de outubro do ano passado.
De acordo com a publicação do Axios, os EUA podem usar uma lei que proíbe o envio de ajuda militar a países que bloqueiam a entrega de ajuda humanitária como base para interromper o fornecimento de armas a Israel. Além da crise humanitária, questões eleitorais também podem estar influenciando a pressão dos EUA, já que a vice-presidente Kamala Harris enfrenta críticas da comunidade árabe em Michigan, um estado estratégico nas eleições.
Nos últimos dias, Israel intensificou sua ofensiva em Gaza, com o objetivo de destruir o Hamas, e também ampliou suas operações contra o Hezbollah no Líbano. Paralelamente, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, assegurou aos EUA que Israel não atacará instalações nucleares ou de petróleo iranianas, acalmando os mercados globais e reduzindo o preço do petróleo em cerca de 5%.

