Na manhã desta quinta-feira, 17, os Estados Unidos realizaram ataques aéreos com bombardeiros de longo alcance B-2 Spirit contra bunkers subterrâneos utilizados pelos rebeldes houthis no Iêmen, conforme informaram autoridades americanas. O resultado exato dos danos causados pelos bombardeios ainda não foi divulgado.
Esta é a primeira vez que o bombardeiro B-2 é usado em ataques contra os houthis, grupo militante apoiado pelo Irã que, nos últimos meses, vem atacando navios no Mar Vermelho, em meio à guerra entre Israel e o Hamas. O canal al-Masirah, controlado pelos houthis, reportou ataques aéreos na capital do Iêmen e no reduto houthi de Saada, mas não forneceu informações sobre vítimas ou danos.
O B-2 Spirit, uma das aeronaves mais sofisticadas dos Estados Unidos, tem capacidade para lançar até 40.000 libras de armamentos, incluindo armas convencionais e nucleares. Normalmente operando a partir da Base da Força Aérea de Whiteman, no Missouri, ele depende de reabastecimento aéreo para missões de longa distância. Por seu alto custo de operação, de mais de US$ 1 bilhão por aeronave, o bombardeiro é usado em missões selecionadas como demonstração de força.
Os ataques acontecem em meio a tensões crescentes no Oriente Médio, com o Irã lançando recentemente cerca de 180 mísseis balísticos contra Israel. Em resposta, os EUA têm reforçado seu apoio a Israel, incluindo o envio do sistema de defesa antimísseis THAAD. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, declarou que os bombardeios alvejaram cinco locais de armazenamento de armas controlados pelos houthis no Iêmen, como parte dos esforços para conter os ataques do grupo.
Austin afirmou que os EUA continuarão a responder aos ataques dos houthis e que o bombardeio também serve como um aviso ao Irã, principal apoiador do grupo. O B-2, capaz de lançar o GBU-57, conhecido como “Massive Ordnance Penetrator”, seria crucial em qualquer ataque a instalações nucleares iranianas.
O Comando Central dos EUA, responsável pelas operações, informou que avaliações iniciais indicam que nenhum civil foi morto nos ataques, mas não detalhou os danos causados aos alvos.

