O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira que magistrados brasileiros precisam atuar com “resiliência” diante de ataques e incompreensões direcionados ao Poder Judiciário. Segundo o ministro, o país atravessa um período de “tensão permanente”, o que exige uma “ressignificação” do papel desempenhado pela Justiça.

A declaração foi feita durante reunião preparatória para o encontro nacional do Poder Judiciário. Em seu discurso, Fachin afirmou que é necessário preservar as instituições democráticas sem transformá-las em estruturas inalcançáveis ou imunes a críticas.

“É possível criticar as instituições para aperfeiçoá-las e, ao mesmo tempo, preservá-las como patrimônio civilizatório”, declarou o ministro ao defender a necessidade de fortalecimento da confiança pública no sistema judicial brasileiro.

Ao se dirigir diretamente aos magistrados, Fachin destacou a importância de manter serenidade, firmeza e sabedoria diante das pressões enfrentadas pela magistratura. Citando o escritor Machado de Assis, o presidente do STF afirmou que a legitimidade do Judiciário depende do “merecimento cotidiano da confiança pública”.

O ministro também avaliou que o atual cenário político e institucional é marcado por constantes questionamentos e disputas de interesses. Segundo ele, sintomas como “cálculo e ambição” reforçam a necessidade de aperfeiçoamento do sistema de Justiça.

As declarações reforçam posicionamentos anteriores de Fachin favoráveis à criação de um código de ética para o Judiciário, proposta que enfrenta resistência entre integrantes da própria Corte

Foto: Luiz Silveira/STF


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