O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, defendeu neste sábado o monitoramento internacional das eleições brasileiras durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora, realizada no Texas, nos Estados Unidos.
Em sua fala, o parlamentar pediu que governos e instituições estrangeiras acompanhem o processo eleitoral brasileiro e exerçam pressão diplomática para garantir o que classificou como eleições livres e justas. Segundo ele, o objetivo não é interferência externa, mas assegurar transparência e respeito à vontade popular.
“Meu apelo não é por interferência, mas para que o mundo observe o Brasil e ajude a garantir que nossas instituições funcionem corretamente”, afirmou.
O senador também condicionou o resultado eleitoral à liberdade de expressão nas redes sociais e à correta contagem dos votos. Para ele, esses fatores serão determinantes para o desempenho de seu grupo político na disputa presidencial.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro fez críticas ao sistema político e ao Judiciário brasileiro. Ele também defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o pai foi condenado por motivações políticas e o classificando como o principal líder político do país.
O Supremo Tribunal Federal condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de Direito e participação em organização criminosa, conforme denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.
No campo internacional, o senador destacou o papel estratégico do Brasil para os Estados Unidos, especialmente no fornecimento de minerais críticos. Segundo ele, o país pode contribuir para reduzir a dependência americana da China nesse setor.
Flávio também criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que o Brasil tem se aproximado de países como China, Irã e Cuba, o que, em sua avaliação, contraria interesses americanos.
Ao final, voltou a pedir atenção internacional ao processo eleitoral brasileiro e afirmou que o país vive um momento decisivo quanto ao seu alinhamento geopolítico.
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

