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Com a chegada do inverno, às frutas da estação costumam ser mais baratas por conta do período de safra. Entretanto, com o aumento do Índice de Preços no Consumidor (IPCA-15), que ficou em 0,69% em junho, após alta de 0,59% em maio, muitos alimentos estão pesando no bolso das famílias brasileiras — inclusive as frutas da época, como banana, tangerina, maçã, laranja, uva, coco, kiwi e caqui.

Um estudo de preços realizado pelo economista Leandro Rosadas, baseado nos encartes de quatro das maiores redes supermercadistas do Rio de Janeiro, que somam 278 lojas pelo estado, confirma o que os consumidores já constataram na prática: .o preço das frutas disparou.

Entre as frutas da estação, a banana teve a maior alta, de 76% em relação ao mesmo período do ano anterior, com o quilo vendido a R$ 6,69. Em seguida, vem a tangerina, que sai a R$ 6,99, aumento de 43%. A terceira fruta mais cara neste inverno é a maçã, que subiu 29% em um ano. Ela é comercializada a R$ 9,99kg. Os menores aumentos registrados foram do caqui — 8%, com o quilo vendido a R$ 12,69kg — , e do Kiwi, com preço de R$ 5,40 por unidade, alta de 13%.

“Um dos motivos desse aumento é o valor do combustível, usado para o transporte dessas frutas. No Brasil, tudo relacionado a hortifruti é carregado via caminhão. Se aumenta o custo da logística, isso é repassado para o consumidor final. Era para essas frutas estarem mais baratas por causa da safra, mas o diesel está cada vez mais caro e isso esta faz com que os preços das frutas aumentem”, explica o economista.

Para Rosadas, não existe “projeção de diminuição”. “Nesse momento eu ainda não vejo apontamento de projeção para redução dos preços das frutas. Elas elas ainda estão com tendência de alta”, ressalta.

Segundo ele, apenas com a redução no valor do diesel é possível projetar uma diminuição dos preços. “O combustível tem impacto direto sobre o preço dos produtos do hortifruti, como as frutas. Havendo realmente uma queda no valor do diesel, existe um tendencia que esses preços caiam”.

Para a especialista em educação financeira Aline Soaper, diante o aumento no preço das frutas, o consumidor deve “buscar promoções”.

“Para fugir dessas altas o consumidor deve buscar promoções no comércio, aproveitar os dias de feira e ter mais cuidado na armazenagem e consumo para não perder o alimento. Pior do que pagar caro é comprar e não usar. Ter que jogar fora porque a fruta estragou é um péssimo negócio. Para fazer sucos e receitas, o consumidor pode aproveitar o horário da ‘xepa’ na feira, quando ficam as frutas com algum tipo de avaria ou as menores e os feirantes cobram preços mais baratos. Essas frutas estão em perfeito estado de consumo para sucos, sobremesa e podem ser higienizadas e congeladas para se consumir posteriormente”, explica.

O consumidor pode aproveitar, entre as frutas da estação, aquelas têm preços mais em conta. Nas grandes redes de supermercados, o cacho de uva sai em média a R$ 2,50. A laranja está sendo comercializada a R$ 0,74 a unidade. Já o coco custa R$ 3,99 a unidade.

 

 


Paola Tito

editor

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