Os governadores do Consórcio Nordeste irão se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Brasília, para discutir os impactos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. A medida, anunciada pelo governo norte-americano, motivou uma mobilização emergencial com a APEXBrasil e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com foco na proteção da economia e dos empregos nos estados nordestinos.
A articulação visa alinhar estratégias com o governo federal. As reuniões estão previstas para os dias 5 e 6 de agosto, após o fim do prazo estipulado pelos Estados Unidos para a entrada em vigor da nova taxação, nesta sexta-feira (1º).
Segundo o presidente do Consórcio Nordeste, governador do Piauí Rafael Fonteles, os setores produtivos da região serão diretamente afetados. “O Nordeste não assistirá passivamente ao impacto dessas medidas. Estamos somando forças com a APEXBrasil e o MDIC para garantir a proteção dos nossos empregos, das nossas empresas e da nossa capacidade produtiva”, declarou.
Entre os segmentos mais vulneráveis ao tarifaço estão a fruticultura, apicultura, indústria têxtil, calçadista, metalmecânica e automotiva. Para avaliar os danos e preparar ações, os estados estão realizando um mapeamento técnico dos impactos por setor e por unidade da federação, estimando perdas econômicas e identificando empresas atingidas.
A proposta também inclui a busca por novos mercados internacionais, fortalecimento das exportações e ampliação das rotas comerciais para os produtos nordestinos.
Segundo a agenda oficial do Consórcio, na manhã de terça-feira (5), os governadores participarão da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, em que Lula abordará os efeitos das tarifas norte-americanas. À tarde, ocorrerá a Assembleia Geral do Consórcio Nordeste.
Na quarta-feira (6), está prevista uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.
“Defender a economia do Nordeste é defender o Brasil. E é com esse espírito que estamos somando forças”, concluiu Fonteles.
Foto: Divulgação/Porto de Santos

