A significativa queda na aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a 24% segundo o instituto Datafolha, causou surpresa em parte do governo. Ministros afirmam, sob condição de anonimato, que a redução era esperada, mas não em um nível tão baixo.
Essa é a menor aprovação registrada por Lula em seus três mandatos, conforme apontam as séries históricas do Datafolha. A maior retração ocorreu entre os próprios eleitores do presidente, com uma queda de 20 pontos percentuais, enquanto a média geral recuou 11 pontos.
Assessores do Planalto admitem que o cenário impõe desafios e demandará estratégias para recuperar a confiança popular. Um dos ministros avalia que o governo precisará atuar com “calma e foco” para enfrentar o ambiente adverso e superar dificuldades econômicas com poucos recursos.
Outro integrante do governo destaca que a pesquisa reflete um momento específico e não uma condenação definitiva. No entanto, os dados indicam que parte da população está preocupada, o que demanda ajustes urgentes para evitar novos desgastes.
Aliados de Lula avaliam que a queda na aprovação decorre de fatores como a crise do Pix, a alta da inflação e falhas na comunicação em 2023, que geraram apreensão no mercado e na opinião pública. Alguns membros do governo apontam que pesquisas anteriores, como as da Quaest, já indicavam tendências de desgaste na popularidade presidencial.
A diferença do levantamento do Datafolha em relação a outras pesquisas está na classificação das respostas, que separa a avaliação do governo em “ótimo e bom”, “regular” e “ruim e péssimo”. Esse formato evidencia a perda de apoio ao presidente.
Apesar da queda, auxiliares de Lula comemoram o fato de a maioria dos eleitores ter migrado para a categoria “regular”, sem ampliar drasticamente a desaprovação. Eles avaliam que ainda há espaço para recuperação nos próximos meses e que a rejeição ao governo não está consolidada.
Um assessor do Palácio do Planalto afirmou que “o pior momento já passou” e que pesquisas internas já indicam sinais de reação na percepção popular sobre o governo.
Foto: Pedro França/Agência Senado

