Pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad ampliou as articulações para definir o nome que poderá compor sua chapa como candidato a vice. Neste domingo, o petista citou os nomes dos ex-ministros Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França como possibilidades para ocupar a vaga, destacando que o grupo reúne quadros considerados competitivos e que a definição ocorrerá após novas conversas políticas.
Segundo Haddad, não há pressa para a escolha e o calendário eleitoral permite que a decisão seja construída com diálogo. O ex-ministro afirmou ter retomado contatos com lideranças envolvidas na composição e indicou que novos encontros devem ocorrer nos próximos dias para avançar nas negociações.
Além da vaga de vice, as articulações envolvem também a formação das chapas para o Senado, vista como prioridade estratégica pelo PT em São Paulo. Entre os nomes mencionados nas discussões estão Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, e Teresa Vendramini, ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira.
A movimentação em torno da composição da chapa ocorre em meio ao esforço do partido para consolidar alianças e ampliar apoios regionais. A avaliação de dirigentes é que a definição do vice pode influenciar o diálogo com outros partidos e fortalecer a estratégia para a disputa estadual.
Haddad participou em Brasília do 8º Congresso Nacional do PT, no encerramento do encontro partidário. Durante discurso à militância, reforçou a mobilização para a campanha presidencial e defendeu dedicação integral do partido até as eleições de outubro.
O ex-ministro também fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro, apontado como adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa nacional. Haddad afirmou que o partido pretende concentrar esforços para garantir a reeleição do presidente e classificou o pleito como decisivo para o futuro político do país.
Nos bastidores, integrantes do PT avaliam que a escolha do vice deve considerar peso eleitoral, capacidade de diálogo e ampliação da base de apoio. A eventual presença de nomes ligados à centro-esquerda ou ao campo ambiental é vista como alternativa para reforçar alianças e ampliar alcance da candidatura.
A definição da chapa majoritária paulista é tratada como etapa central da estratégia petista para 2026. Com o processo ainda em construção, Haddad busca manter as negociações abertas, evitando precipitações e preservando espaço para acordos políticos mais amplos nas próximas semanas.
Foto: Divulgação/PT

