Nesta segunda-feira, 30, o Hezbollah anunciou que atacou soldados israelenses que realizavam “movimentos” perto da fronteira com o Líbano, em resposta à crescente tensão entre os dois países. A milícia xiita afirmou que o ataque ocorreu nas áreas de Adaiseh e Kfarkila, e que os militares israelenses estavam posicionados na fronteira.
A ação aconteceu pouco depois de autoridades dos Estados Unidos confirmarem planos de uma possível incursão terrestre de Israel no Líbano, que poderia ser realizada a qualquer momento. O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, informou que Israel compartilhou detalhes sobre as operações na região, descrevendo-as como ações limitadas focadas na destruição de infraestrutura do Hezbollah ao longo da fronteira.
Embora não tenha sido confirmada uma decisão final sobre uma ofensiva terrestre mais ampla, fontes israelenses indicaram que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ainda estava em consultas com autoridades de segurança. Uma reunião do gabinete israelense foi encerrada na noite de segunda-feira, mas nenhuma confirmação oficial sobre a operação foi divulgada.
O Hezbollah, por sua vez, afirmou que está preparado para resistir a qualquer ofensiva terrestre israelense. Naim Kassem, líder interino do grupo, declarou em um pronunciamento que, mesmo após a morte de seu líder Hassan Nasrallah e outros oficiais de alto escalão em ataques israelenses recentes, o grupo está pronto para enfrentar qualquer ação militar. Kassem assegurou que os comandantes mortos foram rapidamente substituídos e que o Hezbollah continuará a lutar em defesa de seus territórios.

