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Belo Horizonte - MG

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Infectologistas que compunham o extinto comitê de enfrentamento à pandemia da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) avaliam como positiva a decisão do Executivo municipal em prorrogar o uso obrigatório de máscaras em locais fechados da cidade até o dia 15 de agosto. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (27).

O médico Estevão Urbano afirma que a medida é “excelente” já que os números reduziram, mas, na avaliação dele, ainda são insuficientes para a retirada da proteção contra o vírus. Ele também ressalta que o uso da máscara é essencial no período do inverno, típico de maior incidência de problemas respiratórios.

“Estamos no período de meses frios e as pessoas continuam se aglomerando em locais fechados. A máscara, então, pode ser uma grande aliada para evitar que as pessoas desenvolvam doenças respiratórias. Importante lembrarmos que a máscara também protege contra o contágio do vírus monkeypox [causador da varíola dos macacos]”, pontua.

Subvariante

Urbano alerta também para o registro da subvariante BA5 da ômicron no município – altamente contagiosa. Ele explica que a cepa pode provocar uma nova onda de infecções, gerando risco para os grupos de risco, como imunossuprimidos e idosos.

“A BA5 apresenta maior capacidade de transmissão em comparação com outras subvariantes que já temos registros. Isso traz risco de uma nova eclosão de casos. Em vacinados ela não tem potencial grave, mas pode ser um risco para os imunossuprimidos e os idosos”, afirma.

O médico Unaí Tupinambás também apoia a decisão do Executivo municipal e ressalta que a BA5 está gerando uma nova onda de infecções nos Estados Unidos e em países da Europa. Segundo o especialista, estudos já mostram que a variante pode escapar da imunidade adquirida através da contaminação pela Covid-19.

“Medida acertada manter o uso da máscara em BH. Essa subvariante vem causando a manutenção da pandemia na Europa e nos Estados Unidos. Além disso, ela pode escapar da imunidade adquirida pela contaminação com outras variantes”, avalia.

Vacinação

Os médicos são unânimes ao apontar que a vacinação é a grande aliada na busca pela desobrigação do uso de máscaras na capital. Segundo a prefeitura, a Covid-19 vem afetando grande parte da população não vacinada, que vai desde crianças, a adolescentes e adultos.

As taxas de imunização na capital ainda estão abaixo do esperado, segundo os infectologistas. Atualmente, a segunda dose para o grupo de 5 a 11 anos, por exemplo, está em 61,4%. Já a dose de reforço do público de 12 a 17 anos está em 22,1%, enquanto a segunda dose de reforço para adultos de 40 anos ou mais está em 29,8%, índices abaixo do ideal.

Sobre a desobrigação de usar a proteção no próximo mês, Urbano e Tupinambás afirmam que não há como prever o cenário nos próximos dias. Eles acreditam que a prefeitura deve avaliar novamente se uma mudança será segura ou não. “O vírus é muito variável, sem chances de previsão a longo prazo”, diz Unaí. “Será necessário reavaliar próximo ao dia 15 de agosto”, completa Urbano.

 


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