A Justiça mineira decidiu suspender as atividades da Taquaril Mineração S.A. (Tamisa) na Serra do Curral, conforme uma decisão divulgada nesta segunda-feira (11). A medida é válida por apenas três dias, quando está prevista uma audiência de conciliação para qual estão intimados, além da empresa, o Governo de Minas Gerais e o ex-vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac (Rede), que foi o autor do processo.
A decisão é do juiz Michel Curi e Silva, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte, que convocou as partes para a audiência prevista para ocorrer na quinta-feira (14), às 15h, na sede do judiciário, no bairro Luxemburgo, região Centro-Sul de BH.
No pedido feito por Lamac, que atuou como consultor de meio ambiente da Prefeitura de Belo Horizonte, o ex-prefeito argumentou que a operação da Tamisa poderia trazer danos irreparáveis ao meio ambiente e ao patrimônio paisagístico da Serra do Curral.
A Tamisa foi procurada para comentar a decisão e o espaço segue aberto para a manifestação da empresa.
Tombamento
Esse não o primeiro revés da Tamisa na tentativa de iniciar a mineração na Serra do Curral. Licenciada no fim de abril pelo Copam (Conselho Estadual de Política Ambiental) para implantar um complexo, empresa foi impedida de operar até o dia 30 de agosto, data em que se encerra o prazo para a definição do tombamento ou não do território.
A proteção complementar foi resultado de um pedido do governador Romeu Zema (Novo) de acautelamento preliminar de proteção à Serra do Curral.

