O candidato ao governo Alexandre Kalil (Coligação Juntos por Minas Gerais) cobrou do govenador Romeu Zema (Novo) uma atitude a favor da saúde pública em Minas Gerais. Kalil lamentou o fechamento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia de Piumhi, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, por falta de repasse de recursos por parte do Governo do Estado.

“A Santa Casa de Piumhi está sendo fechada por falta de repasse. Aconselho ao governador que dê um grito, que grite que não se pode fechar. Pega o seu avião, governador, tire um tempo da campanha, e dê um pulo a Piumhi com o seu secretário de Saúde, seu secretário de Fazenda. Se você não sabe fazer, é assim que se faz. Dê um grito de que não se pode deixar pobre sem hospital, são só 40 minutos de voo, e não feche essa Santa Casa que vai fazer falta”.

Na última semana, o governador Romeu Zema usou as redes sociais para criticar “quem gosta de grito e palanque” em uma referência ao ato político realizado por Alexandre Kalil e o ex-presidente Lula na Praça da Estação, em Belo Horizonte, e que reuniu mais de 100 mil pessoas na noite da última quinta-feira (18/08).

Na ocasião, Kalil já havia respondido a Zema de que foi no “grito” que ele conseguiu muita coisa durante os cinco anos em que foi prefeito de Belo Horizonte, inclusive na área da saúde. Lembrou que, pouco tempo de assumir a prefeitura, concluiu e colocou para funcionar o Hospital Metropolitano Célio de Castro, na região do Barreiro, que conta com 450 leitos, além de ter construído ou reformado um centro de saúde a cada dois meses.

Kalil participou na manhã deste sábado de uma carreata na cidade de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ao lado da prefeita Marília Campos, e outras lideranças. Em entrevista à imprensa, o ex-prefeito apontou que falta planejamento nas ações do Estado para evitar o fechamento de hospitais e os problemas recorrentes do dia a dia.

“A saúde que tem está muito ruim, falta remédio na Farmácia de Minas. Falta planejamento para uma coisa tão sensível. É preciso organizar. Colocar a turma do dinheiro para tomar conta do dinheiro, da concorrência para cuidar da concorrência e do abastecimento para o abastecimento. Nessa desordem que está o governo, vai ficar fechando, como fechou o Galba Veloso e o Júlia Kubitschek (em Belo Horizonte) e sobrecarregou o atendimento na UPA do Barreiro. Há uma comodidade de se fechar, porque (o governo de Minas) fechou (hospital) durante quatro anos”.

Orçamento

Kalil lembrou, mais uma vez, que a situação do Governo de Minas irá piorar já que está sendo implantado o Regime de Recuperação Fiscal que proíbe qualquer tipo de contratação de pessoal.

“Vamos ter que retirar esse regime que foi imposto ao povo de Minas. Por que como vai abrir Hospital Regional, se não vai poder contratar médico? Vai colocar jogador de futebol lá? Qual é a mágica?”, questionou.

Rodoanel

Durante a visita a Contagem, Kalil falou ainda da obra do Rodoanel Metropolitano, uma questão que preocupa muito a população da cidade. Pela proposta do governador Romeu Zema, o traçado da nova rodovia irá cortar as Contagem e Betim, com grande impacto no trânsito, além de passar por áreas de preservação ambiental como a Várzea das Flores e atingir comunidades tradicionais, como a do Arturos, em Contagem, que reúne mais de uma centena de famílias quilombolas.

O candidato lamentou que o atual governador não queira debater questões como essa, durante o período eleitoral.

“Não irão a debates porque não explicam questões como o Rodoanel cortando e arrebentando as principais cidades da Região Metropolitana”.

A prefeita Marília Campos disse que, enquanto ela estiver na administração municipal, haverá resistência e as licenças necessárias para as obras não serão concedidas. A Prefeitura de Betim também já sinalizou com uma postura semelhante.

No último dia 12, o governo de Minas realizou o leilão de concessão do Rodoanel. O grupo italiano INC foi o vencedor.