Alexandre Kalil tem a garantia do aliado Lula: o Hospital Regional de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, será concluído para atender a população. Em campanha na cidade, neste sábado (17 de setembro), o candidato ao governo de Minas pelo PSD ressaltou que as quatro promessas de Romeu Zema (NOVO), desde 2018, de colocar a instituição de saúde em funcionamento, não serão cumpridas.

O Zema não vai cumprir de novo. Ele sabe que está enganando, que não tem dinheiro, não tem capital, e que estado não abre hospital. É mentira. Quem abre hospital é a vontade política do presidente da República, e nós vamos abrir esse hospital, porque o Lula já me prometeu”, afirmou Kalil.

Metade das obras do hospital está pronta, mas o restante está parado desde 2016. Passados quase quatro anos da gestão Zema, nenhum tijolo foi colocado, apesar das promessas do governador. Além dos custos para operacionalização, o Regime de Recuperação Fiscal imposto por Zema aos mineiros impede a contratação de servidores para que o Hospital Regional de Teófilo Otoni, com 427 leitos, possa funcionar.

Como prefeito da capital, Kalil foi ao governo federal pedir auxílio para abrir o Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, na região do Barreiro. “Quem está postando que vai abrir hospital não passa de um mentiroso que nunca abriu um hospital. Não sabe abrir. Eu sei. Eu abri um hospital de 460 leitos em Belo Horizonte, com 80 UTIs. Não adianta prometer em campanha e voltar a prometer quatro anos depois. Quem vai abrir o Hospital Regional de Teófilo Otoni se chama presidente Lula. Ele me prometeu o hospital”, destacou o candidato do PSD.

Recepção calorosa

Em entrevista à Rede Imigrantes de Rádio e TV, Alexandre Kalil agradeceu a receptividade e a generosidade dos moradores de Teófilo Otoni nesta terceira passagem do candidato pela cidade. Kalil ressaltou o carinho que Lula, candidato do PT à presidência da República, tem pelo Vale do Mucuri e todo o Estado de Minas Gerais.

Estivemos com o presidente Lula no Norte de Minas (na última quinta-feira), ele falou demais do Mucuri, ele tem um carinho especial por essa região, ele cita Minas Gerais em todos os discursos. O que eu quero e o que eu combinei com o presidente Lula é voltar a proteger o povo desprotegido, o povo abandonado, essa região largada, que o governo vem cá visitar enquanto tira programas como o do leite, da semente. Nós temos que lembrar que foi o presidente Lula que tirou esse povo do candieiro, foi o presidente Lula que levou água, que furou cisterna, que levou energia. Então, é hora de agradecer”.

Kalil lamentou o tratamento que o governador Zema tem dado a Lula, que será decisivo para que o Hospital Regional de Teófilo Otoni e os outros dez com obras paradas em Minas sejam concluídos. “Eu não abri (hospital) em Belo Horizonte, uma cidade que arrecada 15 bilhões de reais, sem a ajuda do governo federal. Tem que ir lá. E o Zema está esculhambando o Lula, chamando o Lula de tudo quanto é nome, falando que vai apoiar Bolsonaro. Ele tem que ter vergonha e respeitar quem vai ser o próximo presidente da República”.

Foram essas entregas de Kalil como prefeito de BH, um gestor que cuidou de gente, que fizeram com que Lula o convidasse para ser candidato ao governo de Minas. “Nós temos que colocar coração no governo e tirar a calculadora. A calculadora no governo serve para pegar o imposto do grande empresário e investir em gente que precisa. Nós fizemos isso em Belo Horizonte. Eu protegi a minha gente, não deixei ninguém da minha cidade passar fome, não deixei ninguém ficar sem escola, eu coloquei criança em tempo integral, reformei escola, e é isso que me credencia a ser governador”.

Kalil disse que vai fazer no Estado como fez na capital. “Não sou nenhuma incógnita, eu quero replicar em Minas Gerais o que eu fiz na minha cidade, de 3 milhões de habitantes, muito maior do que muito estado do Brasil. Eu comecei tudo de onde mais precisa, comecei tudo na minha cidade de fora para dentro, e o que nós temos que fazer por Minas Gerais é exatamente isso. Eu iluminei a cidade toda com lâmpadas de led, mas quem recebeu primeiro a iluminação foi o povo mais pobre, e veio entrando para as regiões mais ricas. É assim que se governa, é assim que nós vamos fazer”.


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