O presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, declarou nesta sexta-feira (11), em entrevista à CNN, que a prioridade da legenda é contar com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), como pré-candidato à Presidência da República.

“Agora o PSD continua com sua definição e diretriz. Nós vamos ter candidatura própria. A nossa prioridade é a candidatura do Eduardo Leite. Todos sabem, é público, ele foi convidado a refletir sobre essa candidatura”, afirmou Kassab.

“Meu sentimento é que tem grandes chances dele aceitar o convite e ser o nosso pré-candidato e, posteriormente, candidato a presidente da República”, continuou.

Leite foi superado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nas prévias dos tucanos para escolha do concorrente ao Palácio do Planalto, em novembro do ano passado.

Segundo informações do analista de política da CNN Caio Junqueira, o governador gaúcho só irá retomar as negociações para uma eventual migração para o PSD na próxima semana. Ele está cumprindo uma agenda de compromissos nos Estados Unidos, com retorno previsto para a próxima segunda-feira (14).

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), desistiu, na última quarta-feira (9), de sua pré-candidatura.

No anúncio, ele indicou que terá de “conduzir o Senado para a tão desejada recuperação e reconstrução desse país”. “O cargo a mim confiado está acima de qualquer ambição eleitoral, meus compromissos são urgentes, inadiáveis e não compatíveis com vaidades”, continuou o presidente da Casa.

“Por isso, afirmo que é impossível conciliar essa difícil missão com uma campanha presidencial. O presidente do Senado precisa agir como um magistrado, conduzindo os trabalhos com serenidade, equilíbrio e isenção, buscando consensos possíveis em nome do melhor para o país. O que é incompatível com um embate eleitoral nacional, por mais civilizado que seja o processo.”

Segundo Kassab, o PSD “acabou virando uma página nesse processo eleitoral” com a decisão de Pacheco, que “chegou à conclusão que as suas responsabilidades à frente do Senado eram incompatíveis para uma plena dedicação à pré-campanha.”