Lourdes Francisco, candidata do PCO à Prefeitura de Belo Horizonte, destacou que o bloqueio dos recursos do fundo eleitoral ao Partido da Causa Operária (PCO) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é parte de um ataque mais amplo ao sistema político brasileiro. Segundo Lourdes, o objetivo dessa ação é estabelecer precedentes para enfraquecer não apenas o PCO, mas também outros partidos que não se submetem aos interesses da burguesia, comprometendo o pluripartidarismo no Brasil.
O PCO, mesmo passados 21 dias desde o início da campanha eleitoral, ainda não recebeu os recursos a que tem direito. Lourdes aponta que essa estratégia lembra a tentativa da Ditadura Militar de consolidar o bipartidarismo no Brasil, buscando concentrar o poder em poucas mãos. “O ataque ao PCO é um prenúncio do que pode acontecer com outros partidos, especialmente aqueles que defendem os interesses da classe trabalhadora“, afirmou.
Lourdes relembra o histórico de repressão da Ditadura Militar, quando, na era Geisel, o imperialismo tentou estruturar o sistema partidário em torno de dois grandes partidos, similar ao modelo dos Estados Unidos. Ela também destaca que a Operação Lava Jato intensificou essa lógica ao buscar desmantelar partidos políticos, atingindo o PT, o MDB e até o PSDB.
Lourdes acredita que o ataque ao PCO é uma manobra para inviabilizar sua participação nas eleições. “Se o TSE consegue impedir um partido menor de acessar seus recursos agora, isso abre caminho para que, no futuro, outros partidos enfrentem o mesmo destino”, alertou. Ela ressalta a importância de a esquerda se unir contra essa ofensiva, uma vez que a sobrevivência de um sistema político representativo está em risco.
Lourdes conclui que, se o ataque ao PCO não for combatido, a burguesia terá sucesso em consolidar o poder, eliminando partidos que representam os interesses populares. Para ela, a luta não é apenas pela defesa do PCO, mas pela sobrevivência da democracia e da representação política no Brasil.

