Ao lado de autoridades russas e chinesas, o presidente Lula (PT) cobrou que o Brics defina uma posição sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Lula diz que o Brics não pode se omitir sobre a guerra e criticou “limitações” do Conselho de Segurança da ONU. É o segundo dia da cúpula do Brics, em Joanesburgo. O Brics é um bloco formado por Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul.
Ele afirmou que o Brasil não ficará indiferente às questões ucranianas. “Queremos nos juntar aos esforços por uma paz justa e duradoura”.
A China é um importante parceiro comercial da Rússia e é acusada de fornecer inteligência militar para ajudar tropas russas na guerra.
Lula também criticou a falta de atenção dada a conflitos em países pobres, como Haiti, Sudão do Sul e Palestina. “Todos merecem viver em paz. É inaceitável que os gastos globais militares ultrapassem US$ 2 trilhões enquanto a FAO nos diz que 735 milhões de pessoas passam fome por dia”.
Muitos outros conflitos estão por vir. Não podemos nos furtar a tratar o principal conflito da atualidade, que ocorre na Ucrânia e tem efeitos globais.
“A busca pela paz é um dever coletivo e um imperativo para um desenvolvimento justo e sustentável. O Brics deve atuar como uma força pelo entendimento e cooperação pelo fim dos conflitos no mundo”, disse Lula na cúpula do Brics.

