O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar, na sexta-feira (8), o encontro bilateral realizado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. Durante cerimônia para anunciar a renovação de contratos de energia elétrica em 13 estados brasileiros, Lula afirmou que apresentou ao norte-americano uma postura de diálogo direto sobre temas considerados estratégicos para os dois países.

Segundo o presidente brasileiro, não existe qualquer impedimento para discutir assuntos econômicos, tecnológicos e de segurança entre Brasília e Washington. Lula declarou que manifestou disposição para tratar de questões envolvendo plataformas digitais, tarifas comerciais, combate ao crime organizado e cooperação policial internacional.

Ao relatar parte da conversa, o chefe do Palácio do Planalto afirmou que ambos possuem idade avançada e, por isso, precisam agir com objetividade. “Somos dois homens de 80 anos de idade e não temos tempo para brincar em serviço”, declarou. Na sequência, Lula criticou comportamentos de submissão política e afirmou que o respeito internacional depende da capacidade de cada país defender seus próprios interesses. “Ninguém respeita quem não se respeita, ninguém respeita lambe-botas”, disse durante o discurso.

O presidente também reafirmou a determinação para que equipes técnicas dos dois governos concluam, dentro de 30 dias, uma proposta destinada a resolver o impasse envolvendo tarifas de exportação e uma investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil desde o ano passado.

Lula reforçou ainda que o Brasil pretende manter relações comerciais abertas com diferentes nações, sem vetos ideológicos. O presidente afirmou que o país continuará disponível para ampliar negócios, estimular transferência de tecnologia e fortalecer acordos econômicos com parceiros internacionais, incluindo Estados Unidos, China, Rússia, França, México e Alemanha.

Em publicação nas redes sociais após a reunião, Trump afirmou que conversou com Lula sobre diversos temas ligados ao comércio internacional, tarifas e investimentos. O republicano classificou o brasileiro como “um presidente muito dinâmico” e destacou a importância do diálogo entre as duas maiores economias do continente. O encontro entre os dois líderes ocorreu em meio às discussões sobre políticas comerciais dos Estados Unidos e ao esforço do governo brasileiro para ampliar mercados e preservar a competitividade das exportações.

Foto: Ricardo Stuckert/PR


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