O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (30), durante a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, que pretende disputar as eleições presidenciais de outubro. A declaração foi feita em Assunção, após o discurso oficial preparado para o encontro com os líderes dos países do bloco.
Ao defender sua gestão, Lula afirmou que buscará um novo mandato para garantir a continuidade da democracia no país. Durante a manifestação, o presidente criticou a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou que pretende concorrer novamente por considerar importante preservar o atual projeto político.
Em sua fala, Lula destacou indicadores econômicos apresentados pelo governo, mencionando a redução da inflação e do desemprego, o crescimento da massa salarial e a expansão do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o presidente, esses resultados demonstram a recuperação da economia brasileira em um cenário internacional marcado por dificuldades econômicas.
Ao comparar a situação atual com o início de seu mandato, Lula afirmou que encontrou um país com obras paralisadas e ministérios voltados às políticas sociais extintos. Segundo ele, o Brasil vive atualmente seu melhor momento econômico e de crescimento dentro de um contexto global de instabilidade.
O presidente também abordou o funcionamento do Mercosul e defendeu o fortalecimento do bloco regional. Na avaliação de Lula, mudanças de governo nos países integrantes não podem comprometer a continuidade das políticas de integração econômica e comercial entre os membros.
Durante o pronunciamento, o presidente afirmou que o Mercosul continuará sendo uma prioridade para o Brasil, independentemente do resultado das eleições deste ano. Segundo ele, é necessário fortalecer a integração regional para ampliar o comércio, incentivar o desenvolvimento e consolidar a cooperação entre os países sul-americanos.
Lula também declarou que o Brasil busca alcançar o status de país desenvolvido, mas afirmou que fatores externos historicamente dificultam o avanço econômico nacional. Para o presidente, o fortalecimento das relações regionais e a ampliação da cooperação internacional são instrumentos importantes para impulsionar o crescimento econômico e ampliar a participação brasileira no cenário global.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

