Os metroviários de Belo Horizonte marcaram nova assembleia geral para esta quarta-feira (6), às 18h, na Estação Central. O encontro é deliberativo, ou seja, vai definir os rumos da greve do transporte sobre trilhos na capital.
Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários (Sindmetro), Romeu José Machado, a classe está insatisfeita porque não conseguiu negociar, até o momento, com o Governo Federal. No entanto, novas possibilidades poderão ser adotadas para que a paralisação não continue gerando tantos impactos negativos na vida dos trabalhadores que precisam do metrô.
“Sabemos que a greve afeta em cheio a vida do trabalhador que tem o metrô como o meio mais rápido e barato para conseguir chegar ao trabalho. Pensando nesses usuários, vamos estudar e analisar estratégias que impactem menos a vida daqueles que precisam do trem”, disse Romeu.
Na segunda (4), o secretário-geral do Sindicato dos Empregados em Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindimetro-MG), Daniel Glória Carvalho, disse que os diretores da associação se reuniriam para discutir o movimento junto à categoria.
O metrô de Belo Horizonte já está há 16 dias funcionando em escala mínima, das 10h às 17h. Os horários de operação, definidos pelos próprios empregados, não atendem à maioria dos usuários do transporte, já que não contemplam os períodos de pico.
Balanço da greve
Segundo balanço divulgado pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU-BH) nesta terça-feira (5), 31.824 pessoas utilizaram os trens durante a segunda. A média em dias úteis de operação regular fica em torno de 100 mil usuários.
Ônibus
Com a greve, muitas pessoas que dependem do metrô para se deslocar estão usando os ônibus. No entanto, o número de coletivos na rua não aumentou.
Quem precisou pegar ônibus na Estação Diamante, no Barreiro, nesta terça-feira teve que enfrentar superlotação, demora nos coletivos, falta de fiscalização nas filas e plataformas lotadas.

