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Minas Gerais apura um novo caso da hepatite aguda de causa desconhecida em crianças, conforme divulgado nesta segunda-feira (16) pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Apesar disso, como outras três suspeitas foram descartadas, no total cinco casos estão em investigação no Estado.

Os registros notificados ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas) ocorreram em Belo Horizonte, que tem dois casos em acompanhamento, outros dois em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e um em Montes Claros, no Norte do Estado. Já os casos descartados são de Montes Claros (2) e Divinópolis (1).

“Os casos dos municípios de Juiz de Fora, Belo Horizonte e Montes Claros estão em investigação e acompanhamento, e foram notificados ao Ministério da Saúde. Os principais sintomas relatados foram dor abdominal e vômitos, acompanhados de alterações de enzimas hepáticas”, completa a SES-MG.

A doença

A chamada Hepatite Aguda Grave em Crianças está sob vigilância da Organização Mundial de Saúde (OMS) devido a mudanças no padrão prévio de ocorrência da enfermidade, “com aumento de sua frequência e de seu perfil de gravidade”. Nos seis casos mineiros da doença, as causas mais comuns foram descartadas.

Os principais sintomas da hepatite são diarreia, vômito e dor abdominal, que podem vir associados ou não a prostração, dor no corpo e mal-estar. “Em um segundo momento, a icterícia, caracterizada pela coloração amarelada dos olhos, da pele e das mucosas, se instala, devendo ser utilizado por pais e cuidadores como um sinal de alarme para procura por atendimento”, orienta a secretaria.

Como a causa ainda é indefinida, para prevenir os casos a orientação é para se manter a higienização adequada e frequente das mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, consumir água potável e alimentos adequadamente higienizados.

Na última sexta-feira (16), a SES-MG divulgou que havia seis casos suspeitos e que eles descartavam, até o momento, a relação da hepatite com a vacina contra a Covid-19, uma vez que a maioria das crianças afetadas não receberam o imunizante.

“Em alguns pacientes, foi detectada a presença dos vírus Adenovirus e SARS-CoV-2 (Covid). No entanto, ainda não existem dados suficientes para estabelecer uma relação causal entre esses agentes infecciosos e o quadro clínico dos pacientes”, completa a pasta.

 


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