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Após quase cinco meses, Palácio do Planalto continua sem nomear um senador para assumir a vaga de líder do governo no Senado Federal. Em meio a disputas eleitorais entre o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido dos Trabalhadores (PT) em Minas Gerais, o nome de Alexandre Silveira (PSD-MG) voltou a ser cogitado.

O PSD tende a permanecer neutro no primeiro turno das eleições de outubro, porém, estuda se vai apoiar o presidente Jair Bolsonaro (PL) ou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da corrida ao Planalto.

Em princípio, o PSD em Minas Gerais se juntaria ao PT em apoio a Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de Belo Horizonte, para o governo do estado.

Contudo, ambos os partidos pretendem lançar seus próprios candidatos ao Senado por Minas. O PSD, Alexandre Silveira. O PT, o deputado federal Reginaldo Lopes.

Alexandre Silveira é tido como um nome de confiança pelo Planalto, próximo ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com boa interlocução com a equipe econômica.

Antes de assumir como senador – era suplente do Antonio Anastasia, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) –, ele ajudava nos bastidores com articulações importantes para o governo na Casa.

Pelos governistas, é visto como uma boa opção para assumir a liderança em um momento em que muitos senadores preferem focar nas eleições sem se vincular, explicitamente, a Bolsonaro.

Em fevereiro, Alexandre Silveira chegou a ser cogitado para assumir o cargo de líder do governo. No entanto, o senador não aceitou o posto por pressões internas do PSD, que, à época, tinha Pacheco como pré-candidato ao Planalto.

Muitos apostam em Silveira como o próximo líder do governo na Casa. Não há, porém, uma oficialização até o momento.A assessoria de Silveira também não confirma um eventual convite.

Por outro lado, Alexandre Silveira, segundo interlocutores, pode desistir novamente do cargo de líder do governo no Senado, caso o PSD garanta sua candidatura à Casa.

O senador Carlos Viana (PL-MG) chegou a aceitar o convite para assumir a liderança do governo no Senado, mas, “por algum motivo, o governo ainda não oficializou a indicação” e “não foi comunicado sobre o desfecho”, informou sua assessoria.

Integrante do partido de Bolsonaro, Viana é outro pré-candidato ao governo de Minas, assim como Kalil. A candidatura de Viana seria uma tentativa do PL de garantir palanque ao presidente da República no estado.

A reportagem apurou que Alexandre Silveira foi ao Planalto nesta terça conversar com integrantes do governo que o apoiam para a liderança no Senado. No entanto, ele deve também sentir o clima dentro do PSD perante o assunto em jantar com correligionários.

O cargo de líder do governo no Senado está vago desde dezembro do ano passado, quando o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) perdeu para Anastasia a vaga ao TCU e, insatisfeito com a falta de apoio do Planalto, deixou o posto.

Por fora, correm ainda os nomes dos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jorginho Mello (PL-SC) para assumirem a liderança do governo. O primeiro, porém, tem negado a colegas que tenha pretensão ao cargo.


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