A Mostra Tiradentes em São Paulo inicia nesta quinta-feira, dia 12, a sua 14ª edição na capital paulista com sessões realizadas no Cinesesc. O evento segue até o dia 18 de março e apresenta ao público 28 filmes brasileiros em pré-estreias inéditas na cidade. Além das exibições, a programação inclui 13 bate-papos com cineastas e realizadores após as sessões, ampliando o diálogo entre os criadores e o público.

A programação reúne 14 longas-metragens e 14 curtas que fazem parte de um recorte da tradicional Mostra de Cinema de Tiradentes, realizada em Minas Gerais. Em sua 29ª edição, o evento mineiro exibiu 137 produções e atraiu público estimado em 38 mil pessoas à cidade histórica de Tiradentes.

Além das exibições cinematográficas, a edição paulistana também promoverá um debate acompanhado do lançamento da publicação relacionada ao 4º Fórum de Tiradentes. A atividade será realizada no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc e busca aprofundar reflexões sobre a produção audiovisual brasileira contemporânea.

Entre os destaques da programação em São Paulo estão obras que receberam prêmios na edição realizada em Minas Gerais. Entre elas estão Anistia 79, dirigido por Anita Leandro; Para os Guardados, produção mineira assinada por Desali e Rafael Rocha; Entrevista com Fantasmas, de LK, também conhecido como Lincoln Péricles; e Grão, filme dirigido por Gianluca Cozza e Leonardo da Rosa.

Outro momento aguardado da mostra será a sessão especial de encerramento, dedicada a produções que abordam duas figuras marcantes da cultura brasileira. As obras homenageiam o cineasta Julio Bressane e o teatrólogo José Celso Martinez Corrêa, nomes reconhecidos por suas contribuições ao cinema e ao teatro no país.

Em 2026, a Mostra Tiradentes em São Paulo é orientada pelo tema Soberania Imaginativa. A proposta busca ampliar o debate sobre os caminhos criativos do audiovisual brasileiro, discussão iniciada durante a edição realizada em janeiro na cidade mineira de Tiradentes.

Segundo a coordenadora-geral do evento em São Paulo, Raquel Hallak, a iniciativa procura valorizar a diversidade e a força do cinema brasileiro contemporâneo. Ela afirma que a mostra, ao completar 14 anos na capital paulista, mantém o objetivo de ampliar olhares, incentivar novas vozes criativas e apresentar ao público um panorama plural da produção audiovisual do país.

Raquel destaca ainda que o evento cria espaço importante para a circulação de filmes nacionais que muitas vezes não chegam ao circuito comercial das grandes salas de cinema. A mostra também busca estimular debates e articulações que fortaleçam a visibilidade e a difusão das produções realizadas no Brasil.

Foto: Helena Leão/Universo Produção


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