O novo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse nesta segunda-feira (2) que assume o cargo com “espírito conciliador” e frisou que as Forças Armadas são instituições de Estado.
Apesar de sua dimensão geopolítica, o Brasil e suas Forças Armadas sempre se posicionaram a serviço da paz, da democracia, do respeito às instituições e da cooperação com seus vizinhos.
Nossa história, rica em exemplos, mostra que a Marinha, o Exército e Aeronáutica são instituições de Estado.”José Múcio Monteiro, novo ministro da Defesa.
Disse que vai buscar manter “perfeita sintonia” com o alto comando militar;
Falou de seu respeito às “tradições militares”;
Encerrou agradecendo e homenageando seu antecessor, o general Paulo Sérgio Nogueira, que não participou do evento.
A cerimônia contou com a presença dos comandantes do Exército, general Júlio César de Arruda, da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, e da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno.
Além deles, os ex-ministros Bento Albuquerque, Joaquim Silva e Luna e Fernando Azevedo também estiveram no evento.
A posse de Múcio marca o retorno de um civil no comando do Ministério da Defesa depois de cinco anos —desde o governo de Michel Temer (MDB), a gestão era feita por um militar.
Em novembro, o então vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) elogiou a escolha, dizendo que Múcio era “um nome positivo para o cargo”.
“Esteja seguro que contará com todo o apoio da equipe de valorosos profissionais do Ministério da Defesa para cumprir nobre e importante missão de manter a defesa nacional adequada a estrutura politica e estratégica do nosso país”, disse Laerte de Souza Santos, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, na posse de Múcio.
Quem é José Múcio Monteiro:
Ex-deputado federal e ex-ministro do Tribunal de Contas da União.
Foi filiado a partidos do espectro político de direita, como o Arena, e passou por PDS, PFL e PSDB.
É um outsider: não possui experiência militar, mas seu nome é bem aceito entre militares.
Já foi ministro-chefe das Relações Institucionais no segundo mandato de Lula e também se aproximou de Jair Bolsonaro (PL), que disse ser “apaixonado” por Múcio.

