Por Geraldo Elísio (Repórter)
A voz rouca das ruas sempre chamou a minha atenção. Principalmente a facilidade com a qual os eleitores brasileiros embarcam em perspectivas de milagres, ignorando – todos os partidos e ideologias – a capacidade do próprio povo para se arregimentar em torno de um líder a abrir caminho para o estabelecimento de soluções de seus interesses,
Se já fui locutor esportivo por um longo período, o esporte bretão hoje inexiste para este repórter. Dos gandulas, passando por atletas geniais, bem como jogadores fantásticos e a prática que atingiu o nível da arte mundial, vemos hoje um pálido retrato de tudo o que ocorreu, envolvendo até mesmo os grandes narradores.
Quadro que esta a avançar sobre todos os setores da atividade humana com reflexos principalmente na política e na economia das nações existentes protagonizando um final de espetáculo onde a principal torcida organizada, onde o Medo Futebol Clube, diante do público mundial comanda dantescos espetáculos.
A força do hábito inexoravelmente me conduz no rumo das autoridades políticas mundiais, debilitadas por vírus amedrontadores como assistimos hoje no embate entre a Rússia e a Ucrânia, Me dei ao enfadonho trabalho de ouvir aleatoriamente cem pessoas a respeito do assunto.
Não precisando de nenhum esforço para constatar um profundo grau de alienação motivada pelas telinhas onde, a repetição produz gênios em profusão, porém incapazes de um diálogo sério onde tais questões possam ser abordadas com seriedade.
Se trocarmos os estádios pelas pugnas guerreiras não haverá muita distinção. Creio eu isto somente poderá ocorrer se algum dos brigões armados de ogivas nucleares trocarem os tradicionais uniformes por camisetas de clubes brasileiros a exemplo do Atlético, Palmeiras, Corinthians, Vasco, Flamengo, Grêmio e por aí afora. Pensam na vida torcendo pela morte, como se não soubessem que esta dispõe do maior banco de reservas do mundo.
À exceção de uma meia dúzia de uns quatro ou três, nenhum deles soube me responder sobre as perspectivas deles de alguém perder o juízo e disparar um artefato nuclear contra as fronteiras de outros. Para eles isto é secundário e para outros vistos como um passaporte rumo ao Paraíso, na crença absurda de que todos os mortos irão ressuscitar e, de acordo com o Criador, receber bônus para novas formas de vidas.
Onde, diga-se de passagem, ninguém precisará despender dinheiro para sobreviver, tornando incompreensível a preocupação de alguns em tanto acúmulo de tal objeto, se ele perderá o seu uso diante do fim dos tempos. Ou mentem descaradamente ou são retardados mentais incuráveis, Em ambos os casos nocivos à sociedade.
Vejo a segunda hipótese como a mais plausível, embora, por nenhum dinheiro do mundo dispenso o grau de ignorância máxima a levar loucos de todos os gênero a aventurar-se em aventuras oníricas bafejadas pela boa sorte.
A todas as pessoas citadas nesta matéria automaticamente é garantido o direito da resposta no espaço tamanho e corpo.

