Embora o cronograma oficial aponte para o início das obras do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte ainda no segundo semestre de 2025, o começo efetivo dos trabalhos deve ocorrer apenas em 2026. O motivo apontado por fontes envolvidas no projeto é a ausência da Licença de Instalação, necessária para o início das intervenções. A previsão é que o documento só seja concedido no fim deste ano.
Após a obtenção da licença, há um prazo estimado de cerca de três meses para que a empresa responsável organize o canteiro de obras, contrate equipes e inicie as atividades no trecho. Com isso, torna-se improvável que as obras comecem ainda em 2025, como inicialmente previsto.
Anunciado em 2021, o Rodoanel tem como principal objetivo retirar o tráfego pesado de caminhões da área urbana de Belo Horizonte e da Região Metropolitana. O projeto prevê a construção de aproximadamente 70 quilômetros de pista, divididos em alças Norte e Oeste, com passagem por cidades como Sabará, Santa Luzia, Pedro Leopoldo, Vespasiano, São José da Lapa, Ribeirão das Neves, Contagem e Betim.
O traçado proposto tem enfrentado críticas das prefeituras de Contagem e Betim. Os representantes desses municípios apontam impactos negativos, como a divisão de bairros e os prejuízos sociais para comunidades locais. Além disso, há preocupações ambientais e solicitações para que seja considerado um traçado alternativo, que reduziria o número de desapropriações e minimizaria os danos sociais.
Mesmo com as divergências, o Governo de Minas reafirma que mantém o cronograma original e que as obras devem começar no segundo semestre de 2025, com entrega prevista para 2028. Segundo o governo, a Licença Prévia, que atesta a viabilidade ambiental do projeto, foi concedida no dia 27 de fevereiro de 2025, após aprovação unânime do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam). No entanto, a autorização definitiva para o início das obras depende da Licença de Instalação, que ainda está em tramitação.
O contrato de concessão para a construção do Rodoanel conta com um aporte de R$ 3,07 bilhões por parte do Governo do Estado. O projeto prevê a construção de uma rodovia de “classe 0”, padrão técnico mais elevado, com duas faixas por sentido, acostamento contínuo e canteiro central alargado.
A expectativa é que a nova rodovia traga benefícios diretos para a população mineira, como a redução do tempo de deslocamento entre 30 e 50 minutos para motoristas de veículos de passeio e transporte de cargas. Também é estimada a retirada de aproximadamente 5 mil caminhões por dia da malha urbana da capital, o que pode contribuir para a melhoria da mobilidade e aumento da segurança viária. De acordo com projeções, cerca de mil acidentes anuais poderão ser evitados com a requalificação da função atual do Anel Rodoviário de Belo Horizonte.
Foto: Divino Advincula/Divulgação

