O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) classificou como “inadmissível” a atitude de um parlamentar brasileiro que, estando fora do país, estaria conspirando contra o Brasil. A declaração foi feita nesta quarta-feira, dia vinte e quatro, durante sessão no Plenário do Senado Federal. Pacheco ressaltou que é “impossível” exercer um mandato parlamentar no exterior, lembrando que políticos eleitos devem atuar em território nacional.

É inadmissível que um parlamentar esteja fora do país a conspirar contra seu próprio país. E Vossa Excelência teve coragem de dizê-lo na Presidência do Senado Federal porque também é presidente do Congresso Nacional”, afirmou Pacheco, dirigindo-se ao senador Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado e seu sucessor na condução da Casa Alta.

Ele enfatizou que a legislação brasileira não permite que o mandato seja exercido fora do território nacional. “Pontuando aquilo que é uma obviedade solar, de uma clareza solar, de que é absolutamente impossível se ter o exercício parlamentar, ainda que tenhamos essa modalidade remota e semipresencial em algumas situações, fora do nosso país. Não se pode exercer o mandato parlamentar fora do Brasil porque o nosso regimento e a nossa Constituição não permitem isso”, explicou.

Pacheco também fez um paralelo com os desafios que enfrentou durante os quatro anos em que presidiu o Congresso Nacional, destacando o peso e as responsabilidades do cargo. “Eu sei o peso dessa cadeira, eu sei as responsabilidades que se impõem para essa cadeira, eu sei as pressões que nós sofremos quando sentamos nesta cadeira”, afirmou.

O senador defendeu a democracia e foi enfático ao dizer que não existe meio-termo. “Ou se é democrata, ou não se é democrata”, disse. Ele ainda elogiou a postura de Alcolumbre em buscar reduzir as polarizações políticas no país, apontando a necessidade de maturidade para definir prioridades nacionais.

Por fim, Pacheco relembrou o desgaste político e pessoal que enfrentou por resistir a pressões para abrir processos de impeachment sem justa causa contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Gerou para mim também um desgaste enorme, sob o ponto de vista pessoal, eleitoral e político”, concluiu.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


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