O Papa Leão XIV afirmou que não teme o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar críticas recebidas do líder norte-americano. A declaração foi feita durante o voo rumo à Argélia, primeira etapa de uma viagem apostólica pela África, na qual o pontífice reforçou sua posição em defesa da paz e do diálogo internacional.
Ao ser questionado sobre os ataques feitos por Trump, o papa respondeu de forma direta e procurou afastar qualquer interpretação política de suas falas. Segundo ele, sua atuação está fundamentada exclusivamente na mensagem do Evangelho, e não em interesses diplomáticos ou partidários. O líder da Igreja Católica destacou que continuará se manifestando com firmeza contra conflitos armados, independentemente de pressões externas.
A tensão entre os dois líderes teve início após declarações do presidente norte-americano, que classificou o papa como fraco em política externa e o acusou de agradar setores da esquerda. Trump também sugeriu que a escolha de Leão XIV para o comando da Igreja teria sido influenciada por sua nacionalidade, insinuando uma tentativa de equilibrar relações com o governo dos Estados Unidos.
Em resposta, o pontífice evitou ampliar o embate, mas deixou claro que não pretende alterar sua postura. Ele reiterou que não se considera um agente político e que sua missão é espiritual. “Continuarei a falar com voz forte sobre a mensagem do Evangelho”, afirmou, ao defender que a Igreja deve atuar como promotora da paz e da reconciliação entre os povos. ([InfoMoney][1])
Durante a viagem, Leão XIV também destacou a importância do multilateralismo e do diálogo entre nações como caminhos para solucionar crises globais. Segundo ele, a humanidade vive um momento marcado por sofrimento e perdas, o que exige posicionamentos firmes em favor da vida e da dignidade humana. ([El País][2])
O papa ressaltou ainda que sua mensagem não é direcionada exclusivamente aos Estados Unidos, mas a todos os líderes mundiais. Para ele, é necessário abandonar a lógica da guerra e investir em soluções pacíficas. A visita ao continente africano, que inclui países como Camarões, Angola e Guiné Equatorial, tem como objetivo fortalecer iniciativas de reconciliação e cooperação internacional.
Ao final, o pontífice reforçou que continuará utilizando sua voz para denunciar conflitos e incentivar a construção de um cenário global mais justo. Segundo ele, “alguém precisa se levantar e dizer que há um caminho melhor”, reiterando o papel moral da Igreja diante das crises contemporâneas.
Foto: Vatican Media/Handout

