O Pentágono anunciou nesta quinta-feira (3) que está em discussões com autoridades israelenses sobre uma possível resposta ao ataque de mísseis lançado pelo Irã no início da semana. No entanto, nenhum detalhe adicional foi divulgado sobre o teor das conversas.
“Estamos conversando com eles sobre a resposta, mas não vou especular sobre o que essa resposta pode ser. Continuamos a manter esse diálogo”, declarou Sabrina Singh, porta-voz do Pentágono.
Em uma entrevista a CNN, o embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, afirmou que o país tem diversas opções de retaliação contra o Irã. “Temos muitas opções… Cabe a nós decidir onde e quando atacar. Eles estão vulneráveis e sabem disso”, pontuou Danon.
O ataque iraniano, ocorrido no dia 1º, marcou uma nova fase do conflito no Oriente Médio, envolvendo Israel, apoiado pelos Estados Unidos, e o Eixo da Resistência, que conta com apoio militar e financeiro do Irã. O conflito envolve sete frentes principais: o Irã, o Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah no Líbano, o governo sírio e suas milícias, os Houthis no Iêmen, grupos xiitas no Iraque e outras organizações militantes na Cisjordânia.
Israel atualmente possui tropas em três dessas frentes — Líbano, Cisjordânia e Faixa de Gaza — e realiza bombardeios aéreos nas demais.
No dia 30 de setembro, o Exército israelense iniciou uma “operação terrestre limitada” no Líbano, dias após matar Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, em um bombardeio em Beirute. Segundo as Forças de Defesa de Israel, quase toda a liderança do Hezbollah foi eliminada em ataques aéreos nas últimas semanas. O dia 23 de setembro foi o mais mortal no Líbano desde a guerra de 2006, com mais de 500 vítimas fatais.
Entre as vítimas, dois adolescentes brasileiros perderam a vida, o que levou o Itamaraty a condenar os ataques e pedir o fim do conflito. Com a intensificação das hostilidades, o governo brasileiro anunciou uma operação de repatriação para brasileiros no Líbano.
Na Cisjordânia, Israel tem como objetivo desarticular grupos contrários à sua ocupação do território palestino. Na Faixa de Gaza, a operação visa erradicar o Hamas, responsável pelo ataque de 7 de outubro que matou mais de 1.200 israelenses, conforme informações do governo de Israel. A resposta israelense já deixou mais de 40 mil palestinos mortos, de acordo com o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas.
O líder do Hamas, Yahya Sinwar, permanece escondido em túneis na Faixa de Gaza, onde também estariam reféns israelenses sequestrados pelo grupo.

