A rejeição ao senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece em 51%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (29). O levantamento também aponta que 49% dos entrevistados afirmam que não votariam de forma alguma no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve disputar a reeleição em 2026.

Apesar do elevado índice de rejeição, a preferência por Flávio Bolsonaro ou por outro candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu de 31% para 36% em apenas duas semanas. Ainda assim, a maior parcela dos entrevistados, correspondente a 39%, declarou preferir a reeleição de Lula. Outros 21% disseram apoiar a vitória de um candidato que não tenha o apoio nem do atual presidente nem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os possíveis concorrentes ao Palácio do Planalto, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, aparece como o nome mais rejeitado, com 60%. Em seguida surgem Flávio Bolsonaro, com 51%, e Lula, com 49%. Na sequência estão Cabo Daciolo, com 45%; o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, com 39%; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, com 38%; o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, com 36%; o presidente do Missão, Renan Santos, com 34%; e o psiquiatra Augusto Cury, com 33%.

Quando questionados sobre o candidato em quem votariam, 38% citaram Lula como única opção. Flávio Bolsonaro aparece com 28% das preferências. Renan Santos e Ronaldo Caiado registraram 4% cada, enquanto Romeu Zema foi citado por 3% dos entrevistados.

O levantamento também mostra que a rejeição ao adversário influencia parte do eleitorado. Entre os apoiadores de Lula, 16% afirmam votar no petista principalmente para impedir a vitória de Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores do senador, 31% disseram que escolhem seu nome para evitar a reeleição de Lula. No total, 22% dos entrevistados declararam que seu voto é motivado principalmente pela rejeição ao adversário.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.009 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de junho. O levantamento possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08521/2026.

Foto: Ricardo Stuckert / PR


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