O candidato do PSDB ao governo de Minas, Marcus Pestana, é o terceiro político que mais recebeu recursos do partido para a campanha eleitoral.
O ex-deputado federal, que atualmente aparece com 1,2% das intenções de voto, segundo a última pesquisa DataTempo, divulgada no último mês, recebeu R$ 3,8 milhões da legenda, ficando atrás somente das candidaturas de Rodrigo Garcia (PSDB) ao governo de São Paulo, que ganhou R$ 8,7 milhões da sigla, e de Raquel Lyra (PSDB). A candidata ao governo de Pernambuco angariou R$ 4,8 milhões do diretório nacional do PSDB.
Segundo dados levantados nas declarações parciais divulgadas pela Justiça Eleitoral, Pestana recebeu mais repasses do partido até mesmo que presidenciavéis.
Simone Tebet (MDB) recebeu R$ 3,2 milhões da executiva nacional da legenda. O diretório nacional do PSDB destinou 2,2% de seu fundo eleitoral à campanha presidencial da senadora, que tem como vice Mara Gabrilli (PSDB-SP).
Ainda de acordo com o levantamento, o candidato ao governo de Minas aparece na frente também do ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), que disputou as prévias do partido à presidência e atualmente lidera as pesquisas no Estado.
Leite recebeu R$ 2,6 milhões do PSDB, mais R$ 150 mil do MDB, totalizando, ao todo, R$ 2,8 milhões de recursos para a campanha eleitoral.
Ranking
Em Minas Gerais, o PSDB repassou recursos para 24 candidatos. Logo após Pestana, quem mais angariou do partido foram os deputados federais, candidatos à reeleição, Aécio Neves, Paulo Abi-Ackel e Eduardo Barbosa, que receberam R$ 1 milhão cada do diretório nacional.
Na sequência, aparece o ex-prefeito de Congonhas, Zelinho de Freitas, que ganhou R$ 450 mil da legenda para disputar um posto como candidato a deputado federal.
No top 5 do partido no Estado, está Débora Lovesi, que tenta pela primeira vez um mandato como deputada estadual. A advogada recebeu R$ 400 mil.
Pestana foi o único candidato do PSDB em Minas a receber recursos do diretório estadual. O ex-deputado federal ganhou R$ 10 mil da legenda no Estado.
Procurado, o PSDB informou que não divulga sua estratégia de repasses aos candidatos. Pessoas ligadas ao partido, no entanto, afirmam que os recursos da legenda foram divididos de acordo com o percentual de eleitores de cada Estado.

