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O conselho de administração da Petrobras se reúne no final desta tarde de forma extraordinária para deliberar sobre um aumento de preços dos combustíveis, conforme apurou a CNN. A empresa ainda não confirmou oficialmente o encontro.

Segundo fontes do conselho, a diretoria da estatal recomendou reajuste do diesel a ser implementado amanhã, mas existe um movimento para reverter a decisão a pedido do governo.

Em reunião realizada na quarta-feira (15), o presidente da estatal, José Mauro Coelho, informou aos ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, do risco de desabastecimento do diesel e da necessidade de novo aumento por conta da defasagem internacional.

Na reunião com o governo, a diretoria da Petrobras explicou que a defasagem do preço do diesel chegou a 26%, apesar do reajuste recente.

Está faltando diesel no mercado internacional por causa da redução da produção da Rússia em guerra com a Ucrânia. O Brasil importa 30% do diesel que consome.

A estatal também planejava elevar os preços da gasolina, mas a cotação desse combustível caiu no mercado externo. A importação de gasolina é significativamente menor.

O governo federal vinha pedindo a Petrobras para segurar o reajuste e aguardar a aprovação pelo Congresso da redução do ICMS dos bens essenciais. Agora, que a medida já foi aprovada, passou a solicitar que a empresa aguarde os efeitos da medida.

A maior preocupação do governo é com os efeitos dos aumentos dos preços dos combustíveis na popularidade do presidente Jair Bolsonaro, que tenta a reeleição.

Embora a diretoria esteja recomendando o aumento, já planejado para amanhã, a CNN apurou que não há consenso no conselho de administração.

 

 


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