Mesmo credenciados, jornalistas foram impedidos de entrar em um evento do PL Mulher com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em Brasília.
O encontro distrital da ala feminina do partido não só foi divulgado pela assessoria de imprensa de Michelle como contava com um espaço para credenciamento da imprensa. Na porta, entretanto, jornalistas com crachá e repórteres cinematográficos foram barrados.
“Jornalista não pode”. Essa foi a alegação dada pela organização aos profissionais que foram retirados do interior do salão de eventos, na Asa Sul da capital federal. A reportagem identificou que pelo menos dois jornalistas ficaram de fora.
A reportagem conseguiu entrar porque não se identificou como imprensa, nem exibiu crachá. A reportagem procurou a assessoria da presidente do PL Mulher, mas não teve resposta até a publicação.
Além da ex-primeira-dama, o evento teve a participação da vice-governadora Celina Leão (PP), da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e de outros parlamentares.
“Veículos de desinformação”
No evento, a ex-primeira dama adotou um discurso em tom pastoral e fez diversas críticas à imprensa. Ela disse que chegou a sofrer depressão em 2019, primeiro ano de governo do marido, pelas “pedradas do mal” de “veículos de desinformação”.
“Pensei em morrer por tantos ataques que sofri da mídia, e eu cheguei só querendo fazer o bem, como muitos aqui fazem o bem e sofrem”, disse Michelle Bolsonaro.

