O receio de um ato esvaziado no Rio de Janeiro tem gerado discussões entre membros do PL e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. A preocupação é de que a manifestação não alcance as 400 mil pessoas esperadas pelos organizadores, frustrando a tentativa de demonstrar apoio popular à anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.

Nas reuniões recentes, parlamentares do PL manifestaram inquietação quanto ao impacto visual do evento. A avaliação predominante na legenda é de que a Avenida Paulista, em São Paulo, seria um local mais apropriado para a manifestação. Essa via, considerada um reduto de apoio a Bolsonaro, sediará um ato com a mesma bandeira da anistia no início de abril, algumas semanas após o evento de Copacabana.

Três fatores principais são apontados como desafios para a mobilização no Rio. O primeiro é a amplitude da Praia de Copacabana, que pode dificultar a criação da imagem de grande adesão desejada. O segundo é o forte calor registrado na cidade, que pode afastar participantes. O terceiro fator é o histórico negativo: o ato realizado no ano passado em apoio a Bolsonaro na mesma localidade teve uma adesão menor do que o esperado.

Deputados do PL afirmam que a escolha do Rio atendeu a um desejo do próprio ex-presidente. O partido convocou seus membros a comparecer em peso, assim como aliados de outras siglas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

 

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil