Políticos mineiros também comentaram o episódio trágico em Foz de Iguaçu, que terminou, neste sábado, na morte do guarda municipal e tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, 50.

O deputado federal Reginaldo Lopes, em seu twitter, classificou tanto Marcelo Arruda quanto o agressor, o policial penal Jorge Guaranho, como “vítimas do ódio disseminado por Bolsonaro.”

“A paz tem que vencer, o que significa derrotar o fascismo do presidente e sua milícia”, destacou Lopes.
O deputado petista Rogério Correia também culpabiliza o presidente Jair Bolsonaro e cobrou posicionamento do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP).

“O principal responsável por esta onda de violência é o discurso de ódio de Bolsonaro. O Parlamento não pode se calar diante do que estar por vir. Com as palavras os presidente da Câmara e do Senado”, destacou o parlamentar.

Já o deputado Cabo Junio Amaral (PL), apoiador de primeira hora do presidente, disse que o clima de violência vem se acirrando, mas culpa o ex-presidente Lula por alimentar a violência.

“Infelizmente esse clima se acirra quando Lula agradece um apoiador que tentou matar um opositor o arremessando embaixo de um caminhão, ou mesmo quando se recusa a repudiar a facada sofrida por Bolsonaro em 2018 e ao invés disso levanta suspeitas sobre a veracidade do ocorrido. Qualquer violência, e estímulo à ela, deve ser combatida, inclusive as ocorridas por motivações políticas”, afirmou o parlamentar. Segundo ele, é necessário atenção com esses episódios durante esta eleição.

Outros políticos que representam o bolsonarismo em Minas Gerais, como o vereador de Belo Horizonte Nikolas Ferreira (PL) e o deputado estadual Bruno Engler (PL), também foram procurados para comentar o episódio, no entanto não responderam e nem se pronunciaram nas redes sociais.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também não havia se pronunciado até a publicação desta matéria.

Pré-candidato ao governo de Minas pelo PL, partido de Bolsonaro, o senador Carlos Viana também foi procurado por meio da assessoria de imprensa e por meio de mensagens, mas ainda não havia respondido.
O ex-prefeito de BH e pré-candidato ao governo, Alexandre Kalil (PSD), que está em aliança política com o PT, também não comentou.


Paola Tito